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Festa na Sapucaí

Escolas de samba do Rio de Janeiro dão show em três dias de desfile; confira destaques

Imperatriz Leopoldinense, Mangueira, Beija-Flor e Viradouro são favoritas no carnaval do Rio de Janeiro; campeã será conhecida nesta quarta (18) após apuração, que começa às 16h

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Homenagem ao cantor Ney Matogrosso foi um dos grandes destaques deste ano
Homenagem ao cantor Ney Matogrosso foi um dos grandes destaques deste ano | Foto: LIESA

Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo marcaram os três dias de carnaval no Brasil. Na capital carioca, a Imperatriz Leopoldinense atravessou a Marquês de Sapucaí com um desfile que partiu da obra de Ney Matogrosso para construir uma narrativa visual apoiada em referências diretas a discos e canções que marcaram a carreira do artista. Terceira colocada em 2025, a escola apresentou em 2026 o enredo “Camaleônico” e assumiu protagonismo já na segunda escola da primeira noite.

Antes de entrar na avenida, Ney foi recebido por ritmistas na concentração e resumiu a dimensão do momento: “Isso aqui é um palco 10 mil vezes maior”. No carro alegórico, afirmou ter acompanhado o projeto de perto. “Eu estive próximo o tempo todo”, disse.

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Um lobisomem de 20 metros, inspirado em “O Vira”, chamou atenção pela escala e pelo material — fibra produzida a partir de 300 quilos de sisal cultivado na Bahia. A comissão de frente utilizou truques de ilusionismo para criar múltiplas versões do cantor, sugerindo as diferentes fases da carreira. O carnavalesco Leandro Vieira explicou que o foco esteve nas obras, não em uma biografia linear. “Esses discos já demonstram a força e uma intelectualidade de entender que a estética é um discurso muito potente”, afirmou, ao citar álbuns como “Água do Céu – Pássaro”, “Bandido”, “Feitiço” e “Pecado”.

As fantasias exploraram signos que tensionam masculino e feminino. “É homem de meia-calça arrastão cor-de-rosa”, detalhou Leandro ao comentar a ala “Homem com H”. A bateria dialogou com a estética provocadora do disco “Pecado”, e a cantora Iza, à frente dos ritmistas, vestiu vermelho com adereço que soltava fumaça.

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| Foto: LIESA

Na mesma noite, a Mangueira apresentou “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, centrado nos saberes afro-indígenas do Amapá. A comissão de frente levou onças que brilhavam no escuro e encenou um ritual de saudação à natureza. Uma escultura monumental de Mestre Sacaca foi saudada pelo público, que também aplaudiu a presença da viúva e do filho do homenageado.

Durante a dispersão, um carro alegórico bateu na base do monumento da Praça da Apoteose e precisou ser desmontado para liberar a pista. A escola concluiu o desfile dentro do tempo regulamentar, embalada por um samba com diversas paradinhas de bateria.

SEGUNDO DIA

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| Foto: LIESA

No segundo dia, a Beija-Flor de Nilópolis e a Unidos do Viradouro concentraram as atenções. Atual campeã, a Beija-Flor levou à avenida o enredo “Bembé”, sobre a cerimônia realizada há mais de 130 anos em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. A comissão de frente apresentou uma procissão de pescadores carregando um barco que se erguia na vertical para revelar a Mãe da Água. No abre-alas, beija-flores gigantes, máscaras ancestrais e referências a Oxum e Iemanjá estruturaram o conjunto alegórico. A escola transformou a pista em encenação ritualística, com cada ala representando etapas da tradição.

A Viradouro homenageou o Mestre Ciça com o enredo “Pra Cima, Ciça”. Na comissão de frente, dois apitos gigantes se uniram e revelaram o próprio homenageado saudando a avenida. A bateria voltou a ocupar um carro alegórico, recriando imagem marcante de 2007. Juliana Paes retornou como rainha de bateria após 18 anos.

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| Foto: LIESA

Também desfilaram no primeiro dia Acadêmicos de Niterói, com enredo sobre o Presidente Lula, e Portela, que abordou o Príncipe Custódio e a cultura afro-gaúcha, incluindo a apresentação de um integrante em pé sobre um drone iluminado. No segundo dia ainda passaram Mocidade Independente de Padre Miguel, com homenagem a Rita Lee, e Unidos da Tijuca, que apresentou a trajetória de Carolina Maria de Jesus.

O terceiro e último dia começou na noite de ontem e terminou na madrugada de hoje, com Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Grande Rio e Salgueiro na avenida. A apuração da escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro será realizada nesta quarta-feira (18), a partir das 16h.

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