VIRADA ESPECIAL
Réveillon aposta na tradição do filé do Pontal para comemorar 15 anos
Com o conceito “Renda-se ao Alto”, Réveillon do Alto terá Mumuzinho, Fabi Canuto, Alan Araújo e Momx DJ na Motonáutica Lagoa Clube, em 31/12
O filé que as artesãs do Pontal da Barra bordam nas calçadas e nas portas de casa tem origem ligada às redes de pesca e se firmou como ofício e identidade desse lugar entre o mar e a lagoa. Hoje, é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. O Réveillon do Alto foi buscar no filé o nome da edição de 31 de dezembro, “Renda-se ao Alto”. A festa, que comemora 15 anos, será na Motonáutica Lagoa Clube, no mesmo bairro das artesãs, e tem o sambista carioca Mumuzinho como atração nacional.
O Pontal faz parte da festa desde 2019, quando ela se instalou no bairro, e a edição comemorativa pretende aprofundar essa ligação, com espaço para o artesanato e o turismo náutico da margem da lagoa.
O projeto que hoje é o Réveillon do Alto tem ainda mais história. O Partido Alto, sua origem, nasceu em 2012, no Trapiche da Barra, de encontros de pagode e cerveja que Jommer Dantas, então com 19 anos, promovia para amigos no quintal de casa. O grupo de cerca de dez pessoas chegou a reunir 200, e os encontros saíram de casa para espaços maiores.
Em 2018, o Partido Alto deu origem ao Réveillon, concebido como uma festa de virada com identidade própria em meio aos grandes eventos da capital. A estreia, em outro endereço, recebeu cerca de 350 pessoas. Em 2019, já na Motonáutica, o público dobrou, para perto de 700, e uma edição do Partido Alto com o grupo Revelação reuniu cerca de 2 mil.
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“Se eu tivesse que resumir esses 15 anos em uma palavra, seria construção. Foi ano após ano construindo, aprendendo, se adaptando e se renovando. Esse sempre foi o nosso grande desafio”, resume Jommer.
Mumuzinho divide a noite com Fabi Canuto, Alan Araújo e Momx DJ, já confirmados. O formato é de open bar e open food, com áreas ao ar livre, lounges e redários, numa estrutura pensada para o público maior esperado.
“O Alto sempre foi isso. Se você pegar as raízes do Partido Alto e do Réveillon do Alto, tudo começou com os artistas locais. Então, sempre que possível, a gente vai abraçar essa galera, porque é quem fomenta a cultura musical na cidade”, afirma o organizador.
Alagoano que mora em Recife, o engenheiro e professor da UFPE Guilherme Barbosa passa o fim de ano com a família em Maceió e, há dois anos, inclui o Alto na virada.
“O grande diferencial do Alto é essa sensação de estar realmente em uma festa de Ano Novo, perto dos amigos, com conforto para circular, conversar e aproveitar. Mesmo sendo um evento grande, é uma experiência mais intimista”, diz.
Há quem frequente o Alto desde as primeiras reuniões no quintal, lembra Jommer, hoje empresário de 32 anos. “O Alto já vivenciou inícios de namoro, pedidos de casamento, e já apadrinhou muitas crianças também, e para mim é muito gratificante ter iniciado um projeto que está tão diretamente ligado ao emocional das pessoas. O Réveillon não é apenas uma festa, é o dia mais especial do ano, onde as pessoas mais agradecem e mais sonham com suas realizações pessoais”.