COMBATE À FOME
Ações nas escolas integram estratégia de Alagoas contra a insegurança alimentar
Com 12 programas, Seduc será ferramenta na execução de plano estadual com vigência até 2027


Diante do lançamento do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, na última quarta-feira (11), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) será utilizada como uma ferramenta estratégica do Governo de Alagoas para a execução do projeto.
O documento tem vigência até 2027 e estabelece diretrizes para garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada no estado e o enfrentamento à insegurança alimentar. Ele prevê ações estruturantes e programas intersetoriais alinhados à Política Nacional de Segurança Alimentar.
O Executivo leva em consideração a atuação da Seduc em 12 programas de combate à fome que beneficiam cerca de 170 mil estudantes da rede estadual de ensino.
Entre eles estão o Programa Nacional de Alimentação Escolar e o Programa Mais Merenda, que garantem refeições balanceadas diariamente; o ensino em tempo integral, que oferece de três a cinco refeições por dia nas escolas que adotam essa modalidade; e o Programa Leite do Coração, que distribui leite líquido e, agora, também leite em pó para estudantes em situação de vulnerabilidade social cadastrados no Bolsa Família.
A Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), vinculada à Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), coordenou a construção do plano com a contribuição de outras secretarias estaduais.
O documento foi fundamentado nas decisões da 5ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.
Um diagnóstico detalhado identificou regiões com maior vulnerabilidade alimentar no território alagoano. O plano estabelece ações estruturantes e programas intersetoriais alinhados à Política Nacional de Segurança Alimentar.
Raquel Ferreira, superintendente de Alimentação Escolar da Seduc, informou que a pasta participou de todas as etapas de formulação do plano, desde a consultoria conduzida pela Fundação Sistêmica até a definição de metas e estratégias.
“A Seduc compõe e tem assento tanto na Caisan quanto no Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). É nesse sistema que conseguimos construir políticas públicas efetivas. Nossa participação é essencial para que o plano seja robusto, participativo e traga resultados”, afirmou Raquel Ferreira.
