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ESTUDO TÉCNICO

Drones e mapeamento 3D passam a monitorar arborização urbana em Maceió

Defesa Civil iniciou estudo técnico para avaliar as condições estruturais das árvores localizadas em praças da capital

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Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças
Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças | Foto: Ascom/Defesa Civil

Árvores de Maceió passaram a ser monitoradas pela Defesa Civil de Alagoas, a partir deste mês, com o uso drones e de tecnologias 3D. O órgão iniciou um estudo técnico para avaliar a estabilidade das espécies nas praças da cidade. Os trabalhos começaram no Parque Centenário, no bairro do Farol.

Maceió possui cerca de 228 praças, 28,71 km² de florestas urbanas e 11,62 km² de áreas de arborização urbana, que contam com 39% de cobertura efetiva de árvores.

Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças
Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças | Foto: Ascom/Defesa Civil

No Parque Centenário, já foram avaliadas mais de 15 árvores. Duas delas precisam de intervenção, enquanto as demais apresentaram boas condições estruturais, necessitando apenas de controle de cupins e manejo fitossanitário.

Sobre a tecnologia utilizada para monitorar árvores em áreas públicas e evitar acidentes causados por quedas de galhos ou troncos, a Defesa Civil detalhou o procedimento.

Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças
Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças | Foto: Ascom/Defesa Civil

“Está sendo utilizado um drone com tecnologia LiDAR, que permite gerar modelos tridimensionais das árvores, medir altura e dimensão das copas e estimar o raio de impacto em caso de queda”, explicou o órgão.

De 2022 até o momento, o órgão municipal registrou 174 quedas de árvores na capital, ocorrências divididas da seguinte forma: 2021 (31 casos); 2022 (55); 2023 (17); 2024 (28); 2025 (41) e 2026 (2 casos).

Dados da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) apontam que o número de podas e supressões por risco estrutural chega a 36 mil intervenções realizadas entre 2021 e 2025.

O método de avaliação de risco segue protocolos técnicos internacionais, verificando rachaduras, pragas ou fungos, cavidades, lesões e outras anomalias.

“O trabalho é preventivo, considerando a proximidade do período chuvoso, quando o solo fica mais instável e aumenta o risco de queda de árvores. O objetivo é identificar riscos, orientar o manejo e garantir segurança à população, sem comprometer o patrimônio ambiental da cidade”, explicou a Defesa Civil.

Até o fim de março, a Defesa Civil pretende vistoriar cerca de 10 mil m² de áreas arborizadas em praças das regiões prioritárias. Nos meses seguintes, o estudo será ampliado para outras áreas da cidade.

Os resultados irão compor relatórios técnicos que poderão subsidiar futuras ações de manejo e conservação da vegetação urbana.

A Defesa Civil estabeleceu um cronograma progressivo de inspeções. Entre os meses de abril e maio, terá início a vistoria nas praças localizadas em bairros classificados com risco alto e muito alto, como Feitosa, Jacintinho, Centro e Bom Parto.

Entre junho e julho, haverá ampliação das inspeções para outras praças. Entre agosto e setembro, será dada continuidade às vistorias e à consolidação das análises estruturais das árvores.

Em outubro e novembro, ocorrerá a reavaliação de áreas previamente vistoriadas e a atualização do banco de dados geoespacial da arborização urbana. Em dezembro, será feita a consolidação dos dados coletados ao longo do ano.

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