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Homem que deixou a escola para cortar cana conquista vaga em Engenharia Civil na Ufal aos 51 anos

Ex-cortador de cana concluiu ensino médio pelo EJA e foi aprovado no Enem

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Lucas ingressou na universidade em 2026
Lucas ingressou na universidade em 2026 | Foto: TV Gazeta

Em Pariconha, um ex-cortador de cana transformou dificuldades em força para seguir em frente. Aos 51 anos, Lucas dos Santos Santana conquistou uma vaga no curso de Engenharia Civil, no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Delmiro Gouveia.

Devido às condições de necessidade enfrentadas por ele e sua família, Lucas precisou desistir, por diversas vezes, do ensino fundamental para trabalhar como cortador de cana em uma usina.

“O sonho da minha mãe era ver todos os filhos estudando. Fui reprovado na quinta série e desisti para ir cortar cana aos 12 anos. Aos 14, estava na sexta série, mas desisti de novo para ir para a usina cortar cana. Aos 16, fui para a sétima. Depois, fiquei mais dois anos parado para cortar cana novamente na usina”, relatou.

Lucas ingressou na universidade em 2026
Lucas ingressou na universidade em 2026 | Foto: TV Gazeta

Depois, ele tentou recomeçar a vida no estado de São Paulo, onde se tornou pedreiro. Os anos se passaram, e ele voltou para Alagoas, dando continuidade às suas atividades. “Aos 49 anos, fiz o encaminhamento no Ensino de Jovens e Adultos (EJA), e deu certo”, comentou.

O sonho dele era cursar Engenharia Civil, e ele virou referência no EJA do interior por ter passado mais de 30 anos fora da sala de aula.

Após terminar o ensino médio, fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025, aos 51 anos, conquistando uma vaga no ensino superior no curso de Engenharia Civil. Ele começou a estudar em 2026.

Lucas ingressou na universidade em 2026
Lucas ingressou na universidade em 2026 | Foto: TV Gazeta

“Até hoje ainda não caiu a ficha de que estou na sala de aula com essa turma de jovens de 20 e poucos anos”, declarou Lucas, acrescentando: “Pretendo trabalhar com obras. Vai ser o maior orgulho da minha vida [me formar]. Para uma pessoa vinda da roça, filho de pessoas humildes, que morou até em casa de taipa, chegar a esse ponto é a maior vitória do mundo — mesmo que seja apenas ter o diploma na mão.r”, afirmou o acadêmico.

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