SAÚDE
Alagoas registra 500 nascimentos anuais com cardiopatia congênita e foca em diagnóstico precoce
Aproximadamente 360 delas necessitam de intervenção médica ou cirúrgica imediata ainda no primeiro ano de vida
Cerca de 500 crianças nascem anualmente com cardiopatia congênita em Alagoas, e aproximadamente 360 delas necessitam de intervenção médica ou cirúrgica imediata ainda no primeiro ano de vida. Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (1º) pelo cardiologista José Leitão, coordenador do Serviço Estadual de Cardiopediatria, para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce da patologia, uma alteração na estrutura cardíaca desenvolvida na fase intrauterina. Para garantir a sobrevivência desses pacientes, o Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, centraliza os procedimentos de alta complexidade por meio de uma linha de cuidado implementada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que depende diretamente da realização adequada do pré-natal para identificar o problema antes do nascimento.
O especialista detalha que o nível de gravidade da condição é bastante variável, englobando desde anomalias anatômicas mais simples, que demandam apenas monitoramento clínico regular, até quadros severos e de alto risco.
No Hospital do Coração Alagoano, a estrutura pública oferece suporte multiprofissional, exames diagnósticos específicos e tecnologia de ponta para o tratamento pós-natal, assistindo tanto recém-nascidos quanto adolescentes. É o caso de Kauã Vinícius Martins, de 14 anos, que tem Síndrome de Down e passou por cirurgia cardíaca na unidade para corrigir a anomalia e conter sintomas graves de fadiga crônica provocados por pequenos esforços, um reflexo do atendimento especializado e humanizado fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).