JUSTIÇA
Júri condena réu a 29 anos de prisão por feminicídio de professora em Viçosa
De acordo com a denúncia do MPAL, no dia 2 de março de 2018, Cenira Angélica começou a ser agredida pelo réu dentro da residência do casal.
O Tribunal do Júri da Comarca de Viçosa, na Zona da Mata de Alagoas, condenou José Ricardo dos Santos a 29 anos, oito meses e 16 dias de reclusão pelo assassinato de sua então companheira, a professora Cenira Angélica Ventura da Silva, de 39 anos. O julgamento foi realizado nessa terça-feira (29).
Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público de Alagoas (MPAL), reconhecendo que o crime foi praticado por motivo fútil, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por razões da condição de sexo feminino, o que qualificou o ato como feminicídio.
De acordo com a denúncia do MPAL, no dia 2 de março de 2018, Cenira Angélica começou a ser agredida pelo réu dentro da residência do casal. Na tentativa de salvar a própria vida, a professora conseguiu correr para fora do imóvel, mas foi alcançada por José Ricardo em via pública, onde acabou golpeada 37 vezes com uma faca.
Logo após o assassinato, o criminoso fugiu do local em uma motocicleta. Ele conseguiu permanecer foragido por mais de cinco anos, sendo localizado e preso pelas forças de segurança apenas em dezembro de 2023, no estado de Mato Grosso, onde permaneceu custodiado até a realização do júri.
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José Ricardo negou a autoria do crime. A defesa apresentou uma versão alternativa, alegando que, na data do fato, Angélica teria atendido uma ligação telefônica suspeita e pedido para que a pessoa do outro lado não comparecesse ao local porque o companheiro estava presente.
Segundo a tese defensiva, após uma breve discussão provocada pelo ciúme, o réu teria saído de casa e, logo em seguida, um terceiro homem desconhecido teria invadido o imóvel e desferido as facadas contra a professora. Diante do veredito, a Justiça determinou que o réu seja transferido do estado de Mato Grosso para o sistema penitenciário de Alagoas, onde deverá cumprir a pena estipulada em regime fechado.