GOLPES
Ex-PM é preso em Maceió, confessa golpe e diz que pretendia pagar às lojas
Trinta comerciantes procuraram a delegacia para registrar Boletins de Ocorrência contra o homem que fazia Pix falso
Um ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, de 42 anos, foi preso nessa terça-feira (4) em Maceió sob a acusação de aplicar sucessivos golpes do falso Pix. Ele confessou os crimes durante depoimento na Polícia Civil. De acordo com a delegada Camila Chacon, responsável pelo caso, o investigado tentou justificar a conduta alegando que tinha a intenção de retornar posteriormente a cada um dos estabelecimentos comerciais para realizar os pagamentos devidos de forma correta.
Até o momento, cerca de 30 comerciantes procuraram a delegacia para registrar Boletins de Ocorrência contra o ex-militar, revelando um modo de ação padronizado. O investigado comparecia aos estabelecimentos, selecionava diversos produtos e apresentava comprovantes falsos de transferência bancária no celular. Confiando na palavra do suspeito, as vítimas entregavam as mercadorias sem conferir antecipadamente a efetivação do crédito na conta, percebendo o prejuízo financeiro apenas horas depois.
Para facilitar as fraudes e obter a confiança das vítimas, o homem utilizava vestimentas semelhantes às fardas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e portava um simulacro de arma de fogo. Ele havia ingressado na corporação em 2006, mas foi expulso em 2023 por falta grave, após ser investigado por práticas análogas. Mesmo após a exclusão do quadro funcional da PM, continuou utilizando a vestimenta operacional para cometer os delitos. Além dos lojistas, as investigações apontam que uma garota de programa também foi lesada pelo ex-cabo após um encontro.
A Polícia Civil reuniu imagens de câmeras de segurança e os depoimentos das vítimas para fundamentar o pedido de prisão preventiva. Durante a operação de captura, os agentes apreenderam os fardamentos e a réplica de arma de fogo utilizados nos crimes. Ele responderá por múltiplos crimes de estelionato, cujas penas variam de um a cinco anos de reclusão por infração. A Polícia Civil não descarta a identificação de novos lesados.
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