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Perigo: Defesa Civil recomenda remoção de 53 árvores em Maceió

Laudos apontam perigo de choque elétrico, colapso sobre veículos e inviabilidade de podas em espécies Árvores estavam em estágio de risco crítico e inevitável

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Imagem ilustrativa da imagem Perigo: Defesa Civil recomenda remoção de 53 árvores em Maceió
| Foto: ASCOM DEFESA CIVIL

Avaliações técnicas conduzidas pela Defesa Civil de Maceió em áreas urbanas de intenso fluxo e em bairros sob monitoramento especial apontou a necessidade de intervenção em 58 árvores que ameaçam a segurança de pedestres, motoristas e da infraestrutura de energia elétrica da capital. Os laudos conclusivos elaborados pelo órgão municipal recomendam a remoção definitiva por corte raso de 53 árvores e a execução de podas de adequação em outras cinco. O mapeamento abrange a Ladeira Leste-Oeste, no bairro do Jacintinho, e seis áreas estratégicas distribuídas nos bairros Pinheiro e Bebedouro, inseridas na Área de Linha de Ações Prioritárias.

A intervenção na Ladeira Leste-Oeste teve início após uma vistoria emergencial motivada por um acidente de trânsito, no qual a queda repentina de uma embaúba atingiu um veículo em movimento e destruiu o para-brisa, sem deixar feridos. O diagnóstico biomecânico detalhado revelou que a espécie (Cecropia sp.) possui características anatômicas que inviabilizam sua permanência em margens de vias públicas movimentadas.

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| Foto: ASCOM DEFESA CIVIL

Diante do diagnóstico, o relatório técnico para a Leste-Oeste indicou a supressão total de 17 árvoresclassificadas em estágio de risco crítico e inevitável, sendo 15 embaúbas e dois exemplares de grande porte que apresentavam troncos acentuadamente inclinados e estado de seca severa sobre a pista. Em relação aos outros cinco indivíduos analisados na mesma via, considerados de risco moderado ou controlável, a equipe técnica indicou podas de adequação de copa para evitar o atrito contínuo com a carroceria de veículos de grande porte, como ônibus e caminhões, mantendo o livre tráfego da artéria viária.

Paralelamente, as inspeções realizadas nas seis áreas de Bebedouro e do Pinheiro — executadas de forma conjunta pela Defesa Civil, pela Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) e pela distribuidora Equatorial Energia Alagoas — identificaram 36 árvores com indicação de corte raso, a exemplo de embaúbas e calaburas, além de mangueiras, abacateiros, acácias-do-Japão, chefleras e ficus. O relatório registrou que o plantio ou desenvolvimento espontâneo dessas árvores ocorreu de forma inadequada diretamente sob as redes aéreas de alta e baixa tensão.

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| Foto: ASCOM DEFESA CIVIL

O atrito direto com a fiação energizada pode provocar curto-circuito, energização dos troncos e folhas, surgimento de arcos elétricos, rompimento de fiação energizada e focos de incêndio, além de aumentar o risco de choques elétricos graves para quem circula pelo local. O parecer técnico ressalta ainda que a manutenção por meio de podas sucessivas e drásticas é tecnicamente inviável: o procedimento mutila a estrutura vegetal, causa estresse fisiológico, expõe o interior do tronco à ação de cupins e fungos.

Do ponto de vista normativo, a decisão do município em efetuar as supressões encontra respaldo na legislação. O plano prevê que todo o trabalho de remoção seja acompanhado por medidas compensatórias. As avaliações ressaltam que árvores históricas ou protegidas por lei encontradas na capital, como pau-brasil e ipês, foram preservadas e mantidas fora da lista de intervenção.

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