loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 10/10/2026 | Ano | Nº 6331
Maceió, AL
28° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

PROPRIEDADE RURAL

Flores são irrigadas via Wi-Fi em Chã Preta

Tecnologias de automação, manejo integrado e consultoria em design floral impulsionam polo de plantas de clima temperado

Ouvir
Compartilhar
Tecnologia ajuda a ampliar produção
Tecnologia ajuda a ampliar produção | Foto: DIVULGAÇÃO

O cultivo de flores ornamentais de clima temperado está consolidando um novo polo produtivo na Zona da Mata alagoana, impulsionado pela introdução de automação agrícola, técnicas avançadas de manejo e estratégias de pós-colheita. Em um circuito técnico que percorreu propriedades rurais nos municípios de Viçosa, Atalaia e Chã Preta, agricultores da região apresentaram resultados práticos que variam desde o controle da irrigação à distância, por rede sem fio, até podas de condução projetadas para duplicar a produtividade por muda sem elevar os custos operacionais.

Entre as inovações tecnológicas que ganham espaço no campo, destaca-se a automação do sistema de irrigação via Wi-Fi, implementada na Fazenda Val Paraíso, em Chã Preta. A ferramenta permite ao produtor programar, monitorar e acionar o gotejamento dos canteiros em tempo real, diretamente pelo celular, utilizando a rede sem fio residencial. A propriedade, que iniciou as atividades com uma estufa e dois canteiros em produção, já prepara a expansão da estrutura física para absorver a crescente demanda do setor.

Flores são irrigadas por Wi-Fi em Chã Preta
Flores são irrigadas por Wi-Fi em Chã Preta | Foto: DIVULGAÇÃO

No controle fitossanitário dentro das estufas, o manejo integrado vem substituindo práticas convencionais por soluções sustentáveis de baixo custo. Na propriedade PlantGrama, localizada no povoado Olhos D’Água, em Atalaia — onde a produção atinge 10 canteiros em atividade —, a aposta foi no uso de armadilhas cromáticas adaptadas com garrafas e tinta atrativa. A técnica atrai e captura insetos que atacam as pétalas, reduzindo a necessidade de defensivos químicos e preservando o padrão estético das hastes, exigência central do mercado consumidor.

A busca por maior rentabilidade também passa por testes de campo na Fazenda Esperança, em Viçosa, unidade que funciona como estufa-laboratório para o grupo de agricultores. No local, desenvolve-se uma técnica de poda de beliscamento (desbaste do broto apical) para induzir a ramificação lateral do crisântemo, conhecido no setor como “flor de ouro”. A meta do procedimento é dobrar o número de hastes comerciais geradas por cada muda, mantendo fixos os custos com insumos e mão de obra. Com o incremento da produção e a construção de novas estufas, o projeto na propriedade prevê saltar de 12 mil para 26 mil mudas até dezembro, com potencial de colheita estimado em até 52 mil hastes.

Shorts Youtube
Play
Palmeiras vence o Bahia por 1 a 0 - 09/10/2026

Palmeiras vence o Bahia por 1 a 0 - 09/10/2026

Play
Motorista de aplicativo é preso por tentar estuprar jovem

Motorista de aplicativo é preso por tentar estuprar jovem

Play
Polícia descarta ação de serial killer em São Paulo

Polícia descarta ação de serial killer em São Paulo

Play
Menino reza durante assalto à adega da família em São Paulo

Menino reza durante assalto à adega da família em São Paulo

Play
Polícia investiga morte de jovem na Serraria em Maceió

Polícia investiga morte de jovem na Serraria em Maceió

Técnica pode dobrar produção de crisântemos
Técnica pode dobrar produção de crisântemos | Foto: DIVULGAÇÃO

O impacto socioeconômico da atividade reflete-se na diversificação da agricultura familiar local. Em propriedades do Sítio Pedra de Fogo, em Viçosa, o plantio de crisântemos passou a dividir espaço com culturas tradicionais, como a macaxeira e hortaliças, garantindo uma nova fonte de renda regular às famílias. Paralelamente, a busca por variedade levou propriedades como a Fazenda São Luiz a apostar no cultivo da flor tango e de folhagens ornamentais, espécies essenciais para a montagem de arranjos e buquês.

Para assegurar que o crescimento no campo se traduza em viabilidade financeira, a cadeia produtiva na Zona da Mata foi estruturada para mitigar gargalos históricos de logística e pós-colheita. O trabalho inclui consultoria especializada em design floral para orientar os produtores sobre a padronização e o valor agregado do produto, além de uma parceria comercial com a distribuidora Bruno Flores. A logística integrada garante o escoamento contínuo das safras, abastecendo floriculturas, feiras livres e o mercado de decoração de eventos em Alagoas e em estados vizinhos do Nordeste.

Relacionadas