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Ministro Dias Toffoli deixa relatoria de investigação sobre o Banco Master

Decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros do STF depois de tensas reuniões nessa quinta-feira

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Toffoli declarou que não era suspeito e que queria seguir relator
Toffoli declarou que não era suspeito e que queria seguir relator | Foto: — Agência Estado

O ministro Dias Toffoli deixará a relatoria do processo que investiga irregularidades no Banco Master. A decisão foi tomada por unanimidade pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de tensas reuniões realizadas nessa quinta (12).

Para que se chegasse a um consenso, foi necessário um acordo em que os ministros rejeitaram a arguição de suspeição contra ele, e consideraram que todos os atos do magistrado no processo eram legítimos. Depois disso, ele declarou que então sairá do caso, que vinha gerando um desgaste inédito contra o tribunal.

A situação do magistrado se agravou depois que a Polícia Federal (PF) entregou ao presidente da Corte um relatório mostrando uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que ambos discutem pagamentos para a empresa Maridt, que tem o ministro entre seus sócios. Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel chegou a ser detido pela PF.

Toffoli declarou aos colegas que não era suspeito e que gostaria de permanecer na relatoria. Ele, no entanto, foi pressionado pelos ministros para deixar o caso.

Os magistrados assinaram uma nota conjunta em que afirmam que recconhecer a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”, diz a nota.

Como antecipou a reportagem, depois que a PF entregou o relatório o ministro reconheceu que era acionista da Maridt, sócia do resort Tayayá. Em nota, o ministro Dias Toffoli confirmou então que "faz parte do quadro societário" da empresa Maridt.

No texto, ele confirma ainda que a empresa "foi integrante do grupo Tayaya Ribeirão Claro" até 21 de fevereiro de 2025. E que vendeu cotas do negócio ao fundo Arleen, que faz parte da teia do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por supostas irregularidades na condução do Banco Master.

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