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Antaq: portos de AL movimentam 2,9 milhões de toneladas em 2025

Segundo os dados, os granéis sólidos dominaram a circulação de mercadorias nos portos locais, com 2 milhões de toneladas

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Movimentação de cargas nos portos atingiu 1,40 bi de toneladas
Movimentação de cargas nos portos atingiu 1,40 bi de toneladas | Foto: Divulgação

A movimentação de cargas nos terminais portuários de Alagoas – Porto de Maceió e terminal da Braskem – atingiu 2,9 milhões de toneladas em 2025, segundo levantamento divulgado na quinta-feira (12), pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

De acordo com os dados, os granéis sólidos dominaram a circulação de mercadorias nos portos locais, com 2 milhões de toneladas. Desse total, 1,3 milhão de toneladas se refere ao transporte de açúcar, o que representa 45,7% do total de cargas no ano passado.

Em segundo lugar no ranking de movimentação portuária aparecem o petróleo, com 317 mil toneladas, adubos (264 mil toneladas) e soda cáustica (208 mil toneladas).

Segundo a Antaq, a movimentação de carga nos portos alagoanos em 2025 representa uma retração de 12,2% ante o ano anterior. Nesse sentido, os produtos em granel líquido registraram uma maior queda, com menos 15,5%. Já os granéis sólidos recuaram 10,7% no período.

Em todo o País, a movimentação de cargas nos terminais portuários atingiu 1,40 bilhão de toneladas em 2025. O resultado representa um aumento de 6,1% em comparação às 1,32 bi de toneladas registradas em 2024.

No mesmo período, a movimentação de cargas em contêineres aumentou 7,2%, atingindo 164,6 milhões de toneladas. Já as cargas gerais soltas, em 2025, totalizaram 65,8 milhões/t, o que representou um aumento de 0,8% em comparação a 2024.

A movimentação de granéis sólidos variaram 6,3%, atingindo 839,7 milhões/t em cargas, enquanto os granéis líquidos chegaram a 333 milhões de toneladas (6,1%).

No geral, o minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) representam mais de 50% de toda a carga movimentada. A China se manteve como principal destino do minério de ferro extraído em território brasileiro, consumindo 72% de todo o produto exportado.

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, “é dia de celebrarmos mais um recorde de movimentação do setor aquaviário”.

“Não se trata de um bom momento pontual, mas de uma trajetória de crescimento do setor, que reflete a maturidade institucional do país e da atuação da Antaq”, disse Dias, destacando o “aumento substancial dos investimentos privados” no setor nos últimos anos.

Em 2020, a iniciativa privada investiu cerca de R$ 129,3 bilhões em infraestrutura portuária. No ano passado, esse valor chegou a R$ 234,9 bilhões. No setor público, em comparação, o total de investimentos aumentou bem menos, passando de R$ 36,4 bilhões, para R$ 45,1 bilhões, quase a metade dos R$ 88,7 bilhões, de 2010. Somados os dois setores, o investimento saltou de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões, em apenas cinco anos.

“Hoje, o país investe mais em infraestrutura do que em toda a sua história. E o fato do setor privado ter [quase] dobrado a quantia investida, mostra o quanto o Poder Público está maduro para fazer parcerias com o setor privado”, avaliou Dias.

“O aumento da produtividade e da eficiência têm limites. [Por isso] É necessário aumentar e fortalecer a capacidade e a disponibilidade da infraestrutura brasileira”, defendeu o diretor-geral da Antaq, revelando que a autarquia projeta um considerável aumento da demanda por cargas conteinerizadas pelos próximos quatro anos.

Estudos da autarquia indicam que a movimentação portuária alcançará 1,44 bilhão de toneladas este ano, um crescimento de 2,7% em relação a 2025; e 1,59 bilhão em 2030.

“É fundamental que o Estado crie as condições e possa responder a este grande desafio. Os portos não podem ser o gargalo do crescimento do país. Não basta focarmos da porteira para dentro. Precisamos melhorar os acessos e já estamos avaliando o que precisa ser feito”, enfatizou Dias.

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