CAGED
Construção civil registra saldo positivo de emprego no Estado
Estoque de emprego com carteira assinada na construção civil soma 35.045 vagas
Levantamento do novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revela que a geração de emprego no setor da construção civil de Alagoas registrou aumento de 68,9% no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os dados, nos dois primeiros meses de 2026, o setor gerou 865 novas vagas de emprego com carteira assinada. O saldo é a diferença entre as 4.941 contratações e os 4.076 desligamentos no período.
Somente em fevereiro, o setor de construção do estado foi responsável pela abertura de 495 postos de trabalho com carteira assinada, resultado da diferença entre as 2.562 admissões e os 2.067 desligamentos no mês.
Em fereveiro, o setor apresentou o segundo melhor desempenho, atrás apenas dos serviços, que registrou a maior geração de empregos formais, com 708 novas vagas.
Com o resultado do primeiro bimestre, o estoque de emprego com carteira assinada na construção civil soma 35.045 vagas.
No primeiro bimestre, a construção alagoana foi a responsável pelo maior saldo de empregos formais no Estado, seguida pelo setor de serviços, que abriu 698 vagas com carteira assinada. O setor é responsável pelo maior estoque de empregos em Alagoas, com 240.845 postos.
Em todo o País, o setor da construção registrou a abertura de 81.637 vagas formais nos dois primeiros meses deste ano. O saldo é a diferença entre as 445.707 admissões e os 364.070 desligamentos. Com o resultado, o setor mantém um estoque de 3,02 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
MATERIAL
Estudo divulgado em março pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) revela que cenário de estabilidade no início do ano e sugere um possível processo de recuperação gradual do setor.
De acordo com a Abramat, apesar das quedas registradas nas comparações interanuais, reflexo de um ambiente macroeconômico mais restritivo, os primeiros dados de 2026 já apontam sinais de estabilização da atividade e indicam a possibilidade de retomada gradual ao longo do ano.
“Ainda enfrentamos um cenário desafiador, com a taxa de juros em patamar elevado e impacto sobre os investimentos no setor da construção. No entanto, já observamos sinais de estabilização do faturamento, e a expectativa é que a queda gradual da Selic ao longo do ano contribua para uma recuperação progressiva da atividade”, afirma Paulo Engler, presidente executivo da Abramat.
A entidade ressalta, porém, que o ambiente econômico ainda exige cautela. Mesmo com a perspectiva de redução dos juros ao longo de 2026, permanecem incertezas macroeconômicas no cenário internacional. Entre elas, o agravamento do conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, que já pressiona os preços do petróleo e pode gerar novos impactos sobre inflação, custos e atividade econômica global.