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EMPREGO

AL: construção civil abre mais de mil vagas de trabalho em março

Com resultado do mês, setor acumula criação de 1,9 mil vagas formais de trabalho no primeiro trimestre, um avanço de 5,6%

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Em todo o País, foram criados 228.208 postos formais de trabalho
Em todo o País, foram criados 228.208 postos formais de trabalho | Foto: — Divulgação

A construção civil de Alagoas abriu 1.044 novas vagas de trabalho com carteira assinada em março, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nessa quarta-feira (29), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O volume corresponde a um avanço de 2,98% ante o desempenho de março do ano passado.

Com o resultado do mês, o setor acumula a criação de 1.917 vagas formais de trabalho no primeiro trimestre, um crescimento de 5,61% ante o mesmo período de 2025.

Atualmente, a construção alagoana conta com um estoque de 36.077 postos de trabalho com carteira assinada. É o terceiro maior gerador de emprego do estado, atrás apenas dos serviços, que contam com um estoque de 242.042 vagas, e comércio (109.264).

No primeiro trimestre, o setor de serviços abriu 1.733 vagas no estado. Já o comércio acumula a abertura a abertura de 94 novos postos formais de trabalho.

Apesar do desempenho dos três setores, Alagoas acumula o fechamento de 10.774 vagas no primeiro trimestre. O desempenho negativo foi puxado pela indústria – em especial do setor açucareiro –, que encerrou 10.738 vínculos no período.

Em todo o País, foram criados 228.208 postos de trabalho com carteira assinada em março, acumulando, no trimestre, 613.373 vagas formais. Nos últimos 12 meses – medidos de março de 2025 a março deste ano – o total de postos gerados chega a 1.211.455. Desde 2023, já foram criadas mais de 5 milhões de vagas formais no país.

Do total de postos gerados no mês, 83,25% são considerados típicos e 16,75% não típicos – majoritariamente jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) e contratos de aprendizagem (+12.264).

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chega a 49.082.634 vínculos, o que representa crescimento de 2,6% em relação ao estoque de empregados no país.

O saldo, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, foi positivo em 24 unidades federativas. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo, com 67.876 postos (0,46%); Minas Gerais, com 38.845 (0,77%); e Rio de Janeiro, com 23.914 (0,60%). Em termos relativos, destacaram-se Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).

Entre os setores, o maior crescimento ocorreu em serviços, com geração de 152.391 postos no mês. Na sequência, aparecem construção (38.316), indústria (28.336) e comércio (27.267). Apenas a agropecuária registrou retração, com queda de 18.096 postos, influenciada principalmente pela finalização de safras de maçã, soja e uva.

De janeiro a março, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu em serviços, com 382.229 postos (+1,6%), com ênfase nas atividades de informação, comunicação e nos serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos (146.068), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (142.038).

A construção gerou 120.547 postos, com destaque para a construção de edifícios (49.582) e obras de infraestrutura (38.447). A indústria apresentou saldo de 115.310 vagas, impulsionada principalmente pelo processamento industrial do fumo (10.370), fabricação de produtos alimentícios (10.126) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (8.690).

A agropecuária também registrou saldo positivo de 14.752 postos, com destaque para o cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). O comércio foi o único setor com resultado negativo no período, com redução de 19.525 postos.

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