COMÉRCIO EXTERIOR
Exportações alagoanas para os EUA avançam quase 5.000% em abril
Dados do governo federal mostram que as vendas do Estado para o País norte-americano movimentaram R$ 66,8 milhões
Depois de praticamente zerarem os números no mês de março – influenciadas pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump –, as exportações alagoanas para os Estados Unidos registraram um crescimento de 4.938% em abril, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
De acordo com o balanço, no mês passado as empresas alagoanas venderam US$ 13,5 milhões (o correspondente a R$ 66,8 milhões) para o país da América do Norte. O desempenho fez com que os EUA ocupassem o segundo lugar no ranking de países compradores de produtos alagoanos, com 17,3% do total de compras. Até o mês passado, o país ocupava a sétima posição na lista. A China segue em primeiro, com 37,3% do total exportado. Isso representa um valor nominal de US$ 29,4 (cerca de R$ 144,3 milhões).
O movimento das exportações alagoanas para os EUA seguem em ritmo contrário ao resto do Brasil. Segundo os dados do governo federal, exportações brasileiras para o país recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período.
As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.
Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.
Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.
Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.
Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial.
“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou.
Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025.
As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões.
O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano.
De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.
Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões.