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EXPORTAÇÃO

China retira a suspensão de três frigoríficos brasileiros

Atualmente, 66 frigoríficos do País são aptos a exportar carne bovina para a China

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Frigoríficos reabilitados estavam suspensos desde março de 2025
Frigoríficos reabilitados estavam suspensos desde março de 2025 | Foto: — Divulgação

A China anunciou a retirada da suspensão de importação para os produtos de três frigoríficos brasileiros, que voltam a ficar aptos a exportar carne bovina ao país asiático.

Segundo nota do Ministério da Agricultura do governo Lula, os frigoríficos que voltam a acessar mercado chinês são de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os produtores novamente autorizados são: Frisa Frigorífico Rio Doce, de Nanuque (MG); Bon-Mart Frigorífico, de Presidente Prudente (SP); e JBS S/A, de Mozarlândia (GO).

O anúncio foi feito durante reunião do ministro da Agricultura, André de Paula, com a ministra da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), Sun Meijun, e sua equipe em Pequim. O encontro foi realizado ontem, segundo a pasta. As autoridades sanitárias chinesas também anunciaram o início, no próximo mês, da certificação eletrônica para produtos cárneos.

A lista consta na plataforma de Registro de Empresas de Importação de Alimentos da China (Cifer, na sigla em inglês). Essa plataforma é da GACC (Administração Geral de Alfândegas da China), consultada pelo Estadão/Broadcast, com data de retomada das importações de 19 de maio.

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros são aptos a exportar carne bovina para a China. Essa é a informação da GACC, responsável pelas liberações.

Os frigoríficos reabilitados estavam suspensos desde março de 2025. Na oportunidade, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a suspensão fora determinada após a realização de auditorias remotas que identificaram "não conformidades em relação aos requisitos chineses para o registro de estabelecimentos estrangeiros".

AMPLIAÇÃO

O Brasil e a Austrália, maiores exportadores de carne bovina do mundo, estão pedindo a Pequim que permita o envio de mais carne à China, disseram pessoas familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters, à medida que ambos os países se aproximam de esgotar suas cotas de exportação de carne bovina para 2026 e terão que suspender os embarques.

A China é o maior importador de carne bovina do mundo, absorvendo produtos no valor de quase US$ 3 bilhões (R$ 15,12 bilhões) do Brasil e cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,04 bilhões) da Austrália no primeiro trimestre deste ano, mostram dados comerciais do país.

Mas seu sistema de cotas, introduzido em dezembro do ano passado para proteger o setor doméstico chinês, imporá uma tarifa de 55% sobre os embarques de ambos os países já no próximo mês se o ritmo atual de embarques continuar, bloqueando efetivamente o comércio.

O ministro da Agricultura do Brasil, André de Paula, e o ministro do Comércio da Austrália, Don Farrell, estão na China esta semana e vêm usando seu tempo com as autoridades chinesas para defender o aumento das cotas, de acordo com sete fontes informadas sobre as discussões.

O Brasil e a Austrália querem que a China realoque as cotas de exportação não utilizadas de outras nações para eles, disseram algumas das pessoas ouvidas pela reportagem.

Até o final de março, a Argentina havia utilizado 27,5%, o Uruguai, 15%, e a Nova Zelândia, 14%, de suas cotas de exportação, segundo dados do governo chinês.

As autoridades australianas também discutiram com a China a isenção de ossos e carne resfriada da cota, o que permitiria um aumento nos embarques totais, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões.

O Ministério do Comércio e o Departamento de Alfândega da China não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A embaixada do Brasil em Pequim não respondeu a um pedido de comentário.

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