PESQUISA
Indústria da construção de Alagoas gera quase R$ 5 bilhões, diz IBGE
Em 2024, o setor alagoano contava com 607 empresas ativas, que juntas desembolsaram mais de R$ 700 milhões em salários
A indústria da construção de Alagoas gerou R$ 4,9 bilhões em incorporações, obras e serviços em 2024, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção divulgada nessa quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O volume - correspondente a 1,1% dos R$ 522,5 bilhões movimentados em todo o País - é resultado do trabalho das 607 empresas ativas no Estado naquele ano.
Juntas, essas companhias empregavam 24,2 mil trabalhadores no ano de referência da pesquisa, e desembolsaram mais de R$ 700 milhões em salários, retiradas e outras remunerações.
Segundo o levantamento, a construção de edifícios foi o segmento de maior destaque no estado, respondendo por R$ 2,4 bilhões, ou 48,6% do valor total gerado pela atividade.
Na sequência aparecem as obras de infraestrutura, com R$ 2,0 bilhões (40,2%), e os serviços especializados, com R$ 500 milhões (11,2%).
Em todo o País, a indústria da construção movimentou R$ 522,5 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços em 2024 – alta de 7,9% em relação aos R$ 484,2 bilhões de 2023.
O segmento de obras e infraestrutura foi o mais relevante em termos de valor de incorporações, obras e serviços da construção, com R$ 200,9 bilhões (38,4% de participação). Foi seguido por construção de edifícios, com R$ 198,9 bilhões (38,1%) e por serviços especializados para construção, com R$ 122,8 bilhões (23,5%).
Em 2024, a indústria da construção ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores.
O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo.
O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.
Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.
Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.
Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.
As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.
As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.
CUSTOS
Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.
Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado "consumo intermediário", que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.
Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas – compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros – (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).
De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.
No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.