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CONSUMO

Vendas no comércio de Alagoas ficam estáveis em abril, aponta IBGE

No acumulado do ano, o setor alagoano registra crescimento de 1,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado

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Em todo o País, as vendas no comércio recuaram 1,5% em abril
Em todo o País, as vendas no comércio recuaram 1,5% em abril | Foto: Divulgação

As vendas no comércio varejista de Alagoas se mantiveram estáveis – com leve alta de 0,1% – em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada nessa terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com março, o desempenho alagoano registrou retração de 1,3%. Nessa base de comparação, apenas seis estados apresentaram crescimento, com destaque para Roraima, que teve alta de 1,8%.

Com o resultado de abril, o varejo de Alagoas acumula alta de 1,4% nos quatro primeiros meses do ano, ante igual período de 2025. Em 12 meses, o setor apresenta avanço de 2,4%.

Em todo o País, a atividade de combustíveis pressionou o varejo em abril e as vendas totais do setor registraram a queda mais intensa em quase quatro anos, em meio a uma política monetária ainda restritiva.

Em abril as vendas tiveram queda de 1,5% na comparação com o mês anterior, registrando alta de 1,0% em relação ao mesmo período de 2025, mostraram dados do IBGE.

A taxa mensal de contração foi a mais forte desde junho de 2022, quando houve queda de 2,8%, marcando o primeiro recuo das vendas neste ano.

Os resultados foram bem mais fracos do que as expectativas em pesquisa da Reuters de retração de 0,6% na comparação mensal e de ganho de 1,95% na base anual.

"Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor susceptibilidade", disse o gerente da pesquisa no IBGE, Cristiano Santos.

Um mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo ao consumo vêm ajudando o setor varejista mesmo diante da taxa de juros elevada, com a Selic atualmente em 14,5%, e do aumento de preços como consequência da guerra no Oriente Médio. O Banco Central anuncia sua nova decisão sobre a Selic nesta quarta-feira (17).

No primeiro trimestre, o consumo das famílias cresceu 1,0%, acelerando ante o trimestre anterior, de acordo com dados do PIB divulgados pelo IBGE no mês passado.

Em abril, entre as oito atividades do varejo pesquisadas pelo IBGE, seis apresentaram retração nas vendas —Combustíveis e lubrificantes (-6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%).

Na outra ponta, Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%) tiveram ganhos em abril.

"Houve um rebatimento geral no indicador. O que estava puxando o índice para cima nos meses anteriores foi o que justamente caiu em abril. O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento", disse Santos.

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