AGROPECUÁRIA
Produção de ovos em Alagoas tem 2º melhor trimestre da história
No primeiro trimestre deste ano, o Estado registrou produção de 6,7 milhões de dúzias, alta de 11,1%, segundo dados do IBGE
A produção de ovos de galinha em Alagoas registrou crescimento de 11,1% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu 6,7 milhões de dúzias, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Trata-se do segundo melhor trimestre de toda a série histórica, iniciada pelo órgão em 2022. O desempenho deste ano fica atrás apenas do registrado no segundo trimestre de 2025, quando a produção atingiu 6,8 milhões de dúzias.
Segundo o levantamento do IBGE, o segundo trimestre de 2023 aparece com o menor desempenho da série, com a produção de 5,4 milhões de dúzias.
Em todo o País, a produção de ovos para consumo começou 2026 em ritmo mais contido. Dados do IBGE mostram que o país produziu 995,5 milhões de dúzias entre janeiro e março. O volume representa leve queda de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025 e retração mais acentuada, de 3,8%, na comparação com o último trimestre do ano passado.
Com a redução da oferta interna, os preços reagiram no início do ano. Entre janeiro e março, a média dos ovos brancos tipo extra foi de R$ 147,20 por caixa com 30 dúzias, alta real de 8,7% frente ao trimestre anterior, considerando valores deflacionados pelo IGP-DI de maio de 2026.
Estudo do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), do Banco do Nordeste (BNB) mostra que o consumo anual de ovos de galinha por cada brasileiro deve ser, em média, de 307 unidades em 2026. O volume é 6,6% acima da média registrada em 2025. O aumento deve ser impulsionado pela busca por proteínas de alto valor nutricional e menor custo em comparação a outras fontes de proteína animal.
O estudo também aponta melhora da rentabilidade dos produtores em 2026. Enquanto os preços dos principais insumos apresentaram estabilidade ou queda nos primeiros meses do ano, o valor pago pela caixa de ovos registrou alta superior a 30%, favorecendo as margens da atividade.
O setor é destaque no Brasil, como um dos principais produtores mundiais, com produção de 59,44 bilhões de unidades em 2025, equivalentes a 4,95 bilhões de dúzias (+5,7%). O consumo interno absorve 98,58% da produção.
A produção de ovos no Nordeste alcançou 10,83 bilhões de unidades em 2025, crescimento de 6,75% em relação ao ano anterior, consolidando a região como responsável por cerca de 18% da produção nacional. O desempenho tem impacto na geração de renda, emprego e investimentos, especialmente nos estados de Pernambuco, Ceará e Bahia.
O estudo do Etene aponta que a expansão do setor é sustentada pelo aumento do consumo interno, pela crescente tecnificação das granjas e da melhoria das condições para fornecimento de insumos como milho e soja, especialmente na região do Matopiba (zona de convergência do Cerrado entre os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e na Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).