CÂMBIO
Dólar volta a R$ 5,15 com avanço das tensões entre EUA e Irã
Com máxima de R$ 5,1637, o dólar à vista encerrou essa terça-feira (7) em alta de 0,41%
O dólar acentuou ontem o ritmo de alta na reta final dos negócios, alinhado ao comportamento da moeda americana no exterior, diante da piora da percepção de risco geopolítico. O gatilho foi decisão dos Estados Unidos de revogar a licença para venda de petróleo iraniano, em resposta aos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
As taxas dos Treasuries subiram com a escalada dos preços do petróleo, que pode respigar nas expectativas de inflação. O contrato do Brent fechou com ganhos de 3,01%, a US$ 74,16, mas chegou a avançar mais de 5% no pregão eletrônico. Operadores afirmam que a perspectiva de alta dos juros nos EUA pesa sobre as divisas emergentes e impede que o real se beneficie da melhora dos termos de troca com a sustentação do petróleo em níveis elevados.
Com máxima de R$ 5,1637, o dólar à vista encerrou essa terça-feira (7) em alta de 0,41%, a R$ 5,1528, após uma sequência de três sessões de queda. A moeda americana recua 0,20% nos cinco primeiros pregões de julho, depois de avanço de 2,38% em junho. No ano, as perdas são de 6,12%.
O economista Fabrizio Velloni observa que uma eventual retomada da tendência de alta do petróleo pode esquentar as apostas em aperto monetário nos EUA, sobretudo após o tom duro adotado pelo novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no mês passado. “O ambiente global é de um dólar mais forte. Os investidores ainda tentam entender como o Fed vai se portar se a inflação não começar a ceder”, afirma Velloni.