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SERVIÇOS

Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões com Correios

A contratação prevê prestação de serviços postais convencionais, especiais e telemático

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O processo de contratação não contou com tomada de preços de terceiros
O processo de contratação não contou com tomada de preços de terceiros | Foto: — Divulgação

O Banco do Brasil divulgou nessa terça-feira (7) que assinou um contrato de prestação de serviços com os Correios no valor de R$ 2,3 bilhões. O contrato entrou em vigor no último dia 2 e tem prazo de cinco anos.

A contratação prevê prestação de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, em âmbito nacional e internacional, para todas as unidades do banco.

O processo de contratação não contou com tomada de preços de terceiros. Segundo o BB, essa etapa não ocorreu por causa da "inviabilidade de competição, uma vez que a maior parte dos serviços demandados está sujeita ao monopólio postal" dos Correios.

"Para os serviços não sujeitos ao monopólio, a ECT-Correios é a única organização com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional suficientes para assegurar atendimento integrado, contínuo e padronizado em todo o território nacional, inclusive em localidades remotas e de difícil acesso", diz parte do documento do banco.

O BB acrescentou que adotou procedimentos para garantir a adequação da operação, incluindo análise técnica, avaliação jurídica e formalização contratual.

Em processo de reestruturação, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras divulgadas pela empresa estatal. O rombo é quase o dobro do observado em igual período do ano passado, quando o resultado ficou negativo em R$ 1,7 bilhão.

No fim de dezembro de 2025, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos, incluindo o Banco do Brasil.

Segundo balanço da companhia, no 1º trimestre deste ano, houve uma queda de 2,3% na receita líquida, que somou R$ 3,85 bilhões, mas um forte aumento nas despesas gerais e administrativas, que saltou de R$ 1,22 bi para R$ 2,26 bilhões - um crescimento de 85%.

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