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FIM DO PRAZO

Brasil tenta barrar tarifaço dos Estados Unidos na reta final

Se aplicada, a medida do presidente Donald Trump vai representar elevação de 25% sobre as importações do Brasil

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Governo brasileiro tenta convencer EUA a não aplicarem tarifas
Governo brasileiro tenta convencer EUA a não aplicarem tarifas | Foto: — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na última semana de negociações antes do prazo final, que expira nesta próxima quarta-feira (15), o governo brasileiro corre contra o tempo em uma tentativa de barrar o iminente "tarifaço" sinalizado pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar de o Palácio do Planalto avaliar que a aplicação das sobretaxas de 25% sobre as importações vindas do Brasil é o cenário mais provável, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com auxiliares na última sexta-feira e ordenou que as frentes de diálogo sejam mantidas até o último instante.

Durante o encontro com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Lula reforçou a postura de que as tarifas norte-americanas são injustas e injustificáveis, mas frisou que o papel de sua gestão é negociar até o limite do prazo, cogitando, inclusive, uma nova rodada de conversas com o Representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, embora o encontro ainda não esteja oficialmente agendado.

O impasse atual decorre de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo governo Trump com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — o mesmo instrumento jurídico já utilizado em disputas comerciais severas contra a China.

O relatório norte-americano classifica uma série de políticas brasileiras como restritivas ao comércio, apontando supostos privilégios no sistema de pagamentos Pix, sob a alegação de que o Banco Central do Brasil atua de forma concorrencial e regulatória simultaneamente, além de questionar ordens judiciais de tribunais brasileiros que determinaram a remoção de conteúdos e suspensão de perfis de redes sociais pertencentes a cidadãos residentes nos EUA.

Em resposta a essas acusações, a diplomacia brasileira mantém-se firme na posição de que o país não fará concessões de soberania, especialmente no que tange às regras do Pix, ciente de que as sanções podem atingir em cheio setores inteiros da economia nacional.

Diante do risco iminente, o governo de Brasília aguarda que Washington ao menos antecipe a lista de produtos afetados antes do anúncio oficial na quarta-feira.

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