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PRÉVIA DO PIB

Atividade econômica sobe 0,1% em maio e supera expectativas

Agropecuária teve queda de 1%, enquanto indústria e serviços subiram 0,4% e 0,1%

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Agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1%
Agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1% | Foto: — Divulgação

A atividade econômica no Brasil teve um desempenho melhor do que o esperado em maio, mesmo em meio a um cenário de perdas na agropecuária e expectativa de desaceleração da economia no restante do ano diante de uma política monetária ainda restritiva.

Em maio, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), subiu 0,1% na comparação com abril, mostraram dados dessazonalizados.

O resultado de maio foi melhor do que a expectativa apontada por economistas em pesquisa da Reuters de estagnação.

No entanto, o indicador mostrou enfraquecimento em relação à taxa de crescimento de 0,4% de abril, em dado revisado pelo BC depois de ter informado anteriormente ganho de 0,5%.

Os dados do BC apontam que em maio a agropecuária pressionou a economia ao registrar queda de 1% sobre abril. Já a indústria e os serviços tiveram altas modestas, de 0,4% e 0,1%, respectivamente.

Dados separados do IBGE já haviam mostrado que tanto a indústria quanto varejo e serviços apresentaram resultados fracos em maio.

A produção industrial recuou 0,2% sobre abril, segundo o instituto, contra expectativa de alta. O volume de serviços, de acordo com o IBGE, também frustrou a expectativa de ganhos, com queda de 0,4% no mês, enquanto as vendas no varejo voltaram a crescer, mas abaixo do esperado, com alta de 0,1%.

No mês passado, o BC cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, e indicou que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes à frente para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028, um prazo mais longo do que o usual.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%, de acordo com números não dessazonalizados.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2026 é de 1,99%, indo a 1,65% em 2027.

O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.

O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)”.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em junho, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.

O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.

PRODUÇÃO DE RIQUEZAS

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente

Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.

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