EMPREGO
Caged: serviços puxam criação de vagas com carteira assinada em AL
Para cada 100 vagas formais criadas no estado em junho, 32 foram abertas pelo setor de serviços, aponta ministério
O setor de serviços puxou a contratação de vagas com carteira assinada em Alagoas no mês de junho, segundo dados do novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nessa quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De acordo com o levantamento, dos 2.773 novos postos formais abertos no mês passado, 891 foram gerados pelos serviços, o que representa 32% do total de vagas abertas.
Em junho, todos os setores da economia alagoana registraram resultado positivo. Depois dos serviços, a indústria aparece com o melhor desempenho, com a criação de 762 vagas formais. Em seguida vêm agropecuária (591 vagas), construção (353) e comércio (176).
Com o resultado de junho, os serviços prestados às famílias alagoanas acumulam a criação de 4.834 novas vagas com carteira assinada no estado. Trata-se do melhor desempenho entre os setores, à frente da construção, que abriu 2.717 postos formais de trabalho no período, e do comércio (384).
Atualmente, o estoque de emprego no setor de serviços alagoano é de 220.255 vagas, o que corresponde a 49,4% do estoque total de empregos na iniciativa privada, que soma 445.302 postos formais.
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Na outra ponta, a indústria fechou 12.165 vagas no primeiro semestre, enquanto a agropecuária encerrou 3.985 postos de trabalho.
Em todo o País, foram criados 145.161 empregos com carteira assinada em junho. O resultado decorreu de 2.220.131 admissões e de 2.074.970 desligamentos.
O estoque de empregos formais no mês passado foi de 48.032.308, o que representa uma variação de 0,30% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo em junho.
O setor de serviços fechou o mês com 74.514 postos e a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438 postos; a construção civil ficou com 14.136 vagas.
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na geração de empregos com 70.383 postos, um incremento de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433 postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos (0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte, com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com 20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo, que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas; Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos, e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá, que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato Grosso, com 8.258 postos.
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90 no salário médio de admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais, 6.724.