FATURAMENTO
AL: vendas no comércio sobem 15,6% e somam R$ 64,4 bilhões
Varejo respondeu por 59% do faturamento alagoano do setor, aponta levantamento
A receita bruta do comércio varejista de Alagoas atingiu R$ 64,4 bilhões em um ano, segundo a Pesquisa Anual de Comércio divulgada nessa quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, que toma como base o ano de 2024, mostra que nesse período o faturamento do setor alagoano registrou avanço de 15,6% em relação ao ano anterior, quando a receita bruta somou R$ 55,7 bilhões.
Por segmento, o comércio varejista registrou uma receita bruta de R$ 38 bilhões no ano, o que representa 59% do montante. Já o comércio atacadista faturou R$ 20,2 bilhões, enquanto o setor de veículos automotores somou R$ 6,2 bilhões.
O levantamento revela que no ano de referência da pesquisa Alagoas contava com 19.855 empresas comerciais. Juntos, esses negócios empregavam 94.980 pessoas e desembolsaram R$ 2,6 bilhões com salários, retiradas e outras remunerações.
O comércio varejista concentrava a maior parte dos estabelecimentos do estado, com 16.791 unidades locais, o equivalente a 84,57% do total. Em seguida aparecem o comércio por atacado, com 1.643 unidades (8,27%), e o comércio de veículos automotores e motocicletas, com 1.421 unidades (7,16%).
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Outro indicador apresentado pela PAC é a margem de comercialização, calculada pela diferença entre a receita líquida de revenda, principal componente da receita operacional líquida proveniente da venda de mercadorias, e o custo das mercadorias revendidas.
Em Alagoas, essa margem ultrapassou R$ 12,6 bilhões em 2024. O comércio varejista respondeu por 67,46% desse valor, enquanto o comércio por atacado representou 24,60% e o comércio de veículos automotores e motocicletas, 7,94%.
BRASIL
Em todo o País, as empresas comerciais apresentaram uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões em 2024 e geraram um valor adicionado bruto à economia de R$ 1,3 trilhão. Os negócios, distribuídos em 1,6 milhão de estabelecimentos, empregavam aproximadamente 10,6 milhões de pessoas, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.
Dentre os três segmentos que compõem a pesquisa, o comércio por atacado – quando um produto é vendido a outros estabelecimentos –- apresentou a maior participação na receita operacional líquida do setor (48,7%), ou R$ 3,8 trilhões, seguido pelo comércio varejista (41,4%) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas (9,9%).
"Entre as 37 grandes atividades do comércio, o maior volume de receita está sendo gerado no comércio de hipermercados e supermercados, com 12%, seguido pelo comércio por atacado de combustíveis e lubrificantes (11,5%) e o comércio por atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumos (8,2%)", comenta o gerente de análise estrutural do IBGE, Marcelo Miranda
A PAC levanta informações sobre receitas, margem de comercialização, unidades que uma mesma empresa possui, pessoal, estoques e investimentos em ativos. Em 2024, 98.239 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas responderam ao questionário.
RECEITA E EMPREGO
Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam empregadas em 1,8 milhão de unidades locais (onde estão estabelecidas de fato) e receberam um total de R$ 369,2 bilhões em salários. O setor varejista (vendas ao consumidor final) responde pela maior parte dos empregos: 7,6 milhões de trabalhadores, seguido pelo comércio por atacado, com 2 milhões de pessoas, e o comércio de veículos, peças e motocicletas com 950.700 pessoas.
O comércio em mercados e supermercados corresponde a 15,2% do total de empregos (1,6 milhão de pessoas). "É o grande destaque da pesquisa, com 83 pessoas sendo empregadas em média dentro dessa estrutura", diz.
Destacam-se também como maiores empregadores o comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e de material de construção (858,5 mil).
Em contrapartida, explica Miranda, em termos de volume salarial, o comércio varejista tem maior representação, com R$ 229,2 bilhões sendo pagos por esses negócios.
A PAC fornece, desde 2007, um panorama detalhado das características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Brasil. No entanto, mudanças metodológicas, como a migração da base de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) para o e-Social, impossibilitam comparações com dados anteriores a 2024.
*Com informações da Agência Estado