NEGÓCIOS
Feira em Maceió reúne mães atípicas e empreendedores
Evento na Secretaria Municipal de Educação expôs produtos como alimentos, artesanato, roupas, livros e itens infantis
A Associação Brasileira das Famílias Atípicas Empreendedoras (Abrafae) promoveu nesta quinta-feira (30), na sede da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió, a 1ª edição da Feira das Mães Atípicas, que reuniu mães de estudantes da rede municipal para comercializar produtos e ampliar as oportunidades de geração de renda, autonomia financeira e fortalecimento da economia familiar.
Ao longo do dia, foram comercializados produtos como alimentos, artesanato, roupas, livros e itens infantis. Entre as expositoras estava Cláudia Pereira, mãe de João Lucas, estudante da Escola Municipal Doutor Orlando Araújo.
"Quando uma porta como essa se abre para nós, mães atípicas, ela representa reconhecimento. Empreender já é desafiador e, sendo mãe atípica, é ainda mais. Muitas vezes não temos rede de apoio para deixar nossos filhos. Estar aqui hoje mostra que existe um espaço para nós, para o nosso trabalho e para a nossa voz", ressaltou.
Thays França, mãe de Pietra Valentina, estudante da Escola Municipal Kátia Pimentel Assunção, também destacou o sentimento de acolhimento proporcionado pela ação. "Estar aqui dentro da Semed tem um significado muito especial. É um espaço do qual precisamos diariamente por causa dos nossos filhos. Poder criar vínculos, conversar, compartilhar experiências e sentir esse acolhimento faz toda a diferença", disse.
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A Abrafae explica que por trás de cada pequeno negócio existe uma história de coragem e superação. "Muitas mães, pais e familiares atípicos transformaram o empreendedorismo em uma forma de garantir renda, cuidar de quem amam e seguir em frente, mesmo diante de tantos desafios", diz a entidade, em nota.
"Quando você valoriza um empreendimento de uma família atípica, você não compra apenas um produto ou serviço. Você consolida sonhos, autonomia, inclusão e dignidade", completa.
A coordenadora técnica de Nutrição e Segurança Alimentar da Semed, Ana Denise, explicou que a feira também contribui para a promoção da segurança alimentar das famílias participantes, ao incentivar a geração de renda e ampliar as oportunidades de comercialização.
"Nosso objetivo é, também, colaborar para essas famílias divulguem e vendam seus produtos, passando a ter mais acesso à renda e, consequentemente, melhores condições de fazer escolhas alimentares para suas famílias. Nossa expectativa é que essa feira tenha o mesmo sucesso da Feira da Agricultura Familiar e se consolide como uma ação permanente", destacou.
O conceito de mães atípicas, sob a perspectiva de redes e associações voltadas ao segmento define as mulheres e mães de pessoas com deficiência, neurodivergências – como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) – ou síndromes que demandam cuidados específicos, contínuos e de longa duração.
O termo "atípica" é utilizado de forma ampla para designar a maternidade que foge do desenvolvimento ou da rotina considerada padrão ou habitual pela sociedade.
"É importantíssimo fomentar o empreendedorismo, sobretudo das mães atípicas. Essa é uma causa que abraçamos. Assim como já acontece com a Feira da Agricultura Familiar, queremos que essa seja a primeira de muitas edições, criando um espaço permanente para que essas mães apresentem seus produtos, gerem renda e fortaleçam seus negócios", afirmou o secretário municipal de Educação, João Folha.