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CONSUMO

Alagoanos gastam quase 50% do salário com a cesta básica

Consumidor desembolsa R$ 671,41 para adquirir o conjunto básico de alimentos

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Ao fim do primeiro semestre deste ano, o alagoano gastou R$ 671,41 para ter acesso ao kit básico de comida
Ao fim do primeiro semestre deste ano, o alagoano gastou R$ 671,41 para ter acesso ao kit básico de comida | Foto: — Divulgação

Os consumidores alagoanos desembolsam quase metade do salário mínimo para adquirir os produtos que compõem a cesta básica de alimentos, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ao fim do primeiro semestre deste ano, o alagoano gastou R$ 671,41 para ter acesso ao kit básico de comida. O montante corresponde a 44,78% do valor líquido do salário mínimo, após o desconto de 7,5% da Previdência Social.

Para se ter uma ideia do que isso representa, os alagoanos tiveram que trabalhar 91 horas e sete minutos para comprar a cesta básica, segundo os cálculos do Dieese.

Baseado nessa projeção – e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência –, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário para suprir essas despesas deveria ser de R$ 8.110,92, o que representa 5 vezes o mínimo atual de R$ 1.621.

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O departamento esclarece que esse valor toma como base o preço mais alto da cesta básica de R$ 965,47 registrado em São Paulo.

Apesar dos gastos, o valor da cesta básica registrado em Maceió foi o terceiro menor do País, à frente somente de Aracaju, que apresentou o menor valor (R$ 630,40) e São Luís (654,73).

Na outra ponta das capitais, São Paulo encabeça o ranking com o preço mais alto (R$ 965,47), seguido de Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (918,42).

AUMENTO

Como a Gazeta mostrou, o preço do kit de alimento básicos acumula uma alta de 13,8% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo a pesquisa do Dieese – feita em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) –, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras ao fim do primeiro semestre. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.

A principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

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