TRABALHO
Estoque de empregos formais em AL cresce 5% e soma 768,5 mil vagas
De acordo com os dados, a massa salarial movimentada em junho somou R$ 2,06 bilhões, rendimento médio de R$ 3,5 mil
Alagoas registrou 768,5 mil vínculos formais ativos no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 5% ante os 732,2 mil empregos com carteira assinada apresentados do mesmo período de 2025. Os dados, divulgados na semana passada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), fazem parte da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que contém resultados dos setores público e privado.
De acordo com o levantamento, a massa salarial movimentada em junho deste ano somou R$ 2,06 bilhões, um rendimento médio de R$ 3,5 mil.
Os dados da Rais mostram ainda que Maceió aparece em primeiro lugar do ranking, com 346,1 mil vínculos empregatícios no semestre – o que representa 45% do total de empregos formais.
Em seguida aparecem Arapiraca, com 60,4 empregos formais, Rio Largo (19 mil), Marechal Deodoro (18,1 mil), Palmeira dos Índios (14,3 mil), Coruripe (13,5 mil), São Miguel dos Campos (12,9 mil), União dos Palmares (10,3 mil) e Pilar (10 mil).
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Em todo o País, o estoque de empregos formais somou 62,8 milhões de vínculos no primeiro semestre. Na comparação a janeiro de 2023, houve aumento de 10,1 milhões de empregos.
O incremento dos postos de trabalho representa aumento de 19,1% no período analisado. Do total de postos, 48,15 milhões são relativos a empregos com carteira assinada, um crescimento de 10,9% em comparação ao início de 2023 – cujo número era de 43,4 milhões.
Entre os agentes públicos, o número de vínculos passou de 9,25 milhões em 2023 para 14,31 milhões em 2026.
O setor que registrou maior crescimento de novos vínculos é o de serviços, com a criação de 8,45 milhões de empregos – um aumento de 28,3%. Em três anos e meio, o número passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões.
O setor de comércio registrou 10,53 milhões de vínculos no primeiro semestre de 2026, enquanto a indústria, gerou 9,15 milhões de empregos.
O conjunto das áreas de administração pública, educação, saúde e serviços sociais cresceu 42,1%, gerando 6,03 milhões de novos vínculos.
Os dados também apontam que o estoque de empregos entre mulheres cresceu 25%, passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões – uma diferença de 5,36 milhões de novos vínculos em comparação ao início de 2023. Entre os homens, o aumento foi de 14,5% – de 23,34 milhões para 29,44 milhões.
MASSA SALARIAL
O Ministério do Trabalho informou ainda que a massa salarial caiu 3,3% na comparação de 31 de dezembro de 2025 com junho de 2026, partindo de R$ 249,1 bilhões para R$ 240,8 bilhões. Na mesma base, a remuneração média caiu 2,9%, saindo de R$ 4.522,29 para R$ 4.389,49.
A distribuição do estoque de vagas de empregos formais entre raças e etnias teve seu maior crescimento entre os pardos, saindo de 40,9% para 43,5% do total. O grupo é quem tem a maior parte das vagas.
Logo depois vêm os brancos, com 42,7% de todo o estoque, seguidos pelos pretos, com 7,4%. De acordo com a Rais, os empregados pretos e pardos só ganham 68% do salário pago aos empregados brancos.
Essa diferença também aparece no recorte de gênero. As mulheres ganham 87,9% do salário dos homens. A remuneração média dos homens é de R$ 4.691,40 em junho, já a das mulheres é de R$ 4.124,39.
Já por faixa etária, o maior aumento de participação no mercado de trabalho ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, saindo de 12,69% do estoque de vagas em dezembro de 2025 para 13,8% do total em junho de 2026. Na direção oposta, a fatia de trabalhadores com 65 anos ou mais recua de 2,8% para 2,6% do estoque na mesma base de comparação.
No caso da nacionalidade dos trabalhadores, o País que mais exportou trabalhadores para o Brasil foi a Venezuela, com 224.307 vínculos formais em Jun/2026. Depois vem o Haiti (61.217 empregados) e Cuba (41.056 empregados).