ALIMENTOS
Valor da cesta básica de Maceió registra o maior avanço do País
Em agosto, a alta no preço do conjunto de alimentos vendidos na capital alagoana foi puxada pelo tomate, que subiu 11,87%
Depois de registrar uma queda de 7,87% em julho, o valor da cesta básica vendida em Maceió apresentou apresentou aumento de 1,43% na passagem de julho para agosto, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (10), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Foi o maior aumento do País entre as 27 capitais pesquisadas.
De acordo com o estudo, no mês passado apenas duas capitais registraram aumento no valor do conjunto de alimentos. Além de Maceió, cujo valor da cesta atingiu R$ 627,45, São Luís apresentou avanço de 0,78%.
As outras 25 tiveram recuo no preço, com destaque para Rio Branco, que apresentou a maior queda, com 4,68%, Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).
Em doze meses, o valor da cesta básica na capital alagoana acumula alta de 5,24%. De janeiro a agosto, o aumento é de 6,40%.
Em agosto, o avanço do preço do kit de alimentos foi puxado pelo tomate, que registrou alta de 11,87%.
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Além dele, outros sete dos 12 produtos que compõem a cesta apresentaram alta nos preços, com destaque para o arroz agulhinha (3,97%), carne bovina de primeira (2,87%), leite integral (0,74%), óleo de soja (0,71%), manteiga (0,63%), banana (0,54%) e farinha de mandioca (0,33%).
Os outros quatro itens apresentaram queda de preço: feijão carioca (-5,24%), pão francês (-2,43%), café em pó (-0,61%) e açúcar cristal (-0,55%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em sete dos 12 produtos: feijão carioca (48,30%), carne bovina de primeira (14,60%), leite integral (10,86%), farinha de mandioca (4,28%), óleo de soja (1,32%), manteiga (0,66%) e pão francês (0,34%). Apresentaram diminuição de preços: tomate (-13,65%), café em pó (-13,08%), açúcar cristal (-11,55%), arroz agulhinha (-5,59%) e banana (-5,48%).
PAÍS
Um dos principais produtos responsáveis pela queda no custo da cesta em 25 capitais no mês passado foi a batata, que caiu em todas as cidades do centro-sul do país. Também houve queda no preço médio do quilo do café em pó, que caiu em 23 capitais brasileiras. O tomate e o feijão foram outros componentes da cesta que apresentaram queda de preços em agosto. Por outro lado, o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha apresentaram aumento de preços na maior parte das capitais analisadas no mês de agosto.
CESTA MAIS CARA
Em agosto, a capital paulista continuou a apresentar a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 900,59, seguida por Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente. Os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).
Dieese estimou que o salário-mínimo em junho deveria ser de R$ R$ 7.565,86 ou 4,67 vezes superior ao valor do salário-mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
Previsão teve como base a cesta mais cara do país, que em agosto foi a de São Paulo. Também foi levada em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.