TECNOLOGIA
Governo sanciona lei especial para atrair data centers ao País
Suspensão de tributos representa uma renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nessa terça-feira (15), o Redata, regime que concede incentivos tributários para empresas que instalarem ou ampliarem data centers no país. A medida reduz o custo de equipamentos usados em centros de processamento de dados justamente quando a explosão da inteligência artificial transforma essas instalações em ativos estratégicos.
A estimativa do governo é que a suspensão de tributos represente uma renúncia de R$ 5,2 bilhões em 2026, valor que deve cair para cerca de R$ 1 bilhão nos dois anos seguintes.
O programa, porém, não entrega o benefício sem exigir contrapartidas. As empresas terão de cumprir requisitos ambientais, destinar uma parcela da capacidade ao mercado brasileiro e investir em pesquisa e desenvolvimento.
A intenção é evitar que o incentivo se transforme apenas em uma vantagem tributária para grandes companhias estrangeiras e fazer com que parte do valor gerado pela nova infraestrutura permaneça no país.
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Segundo estimativas apresentadas pelo governo e pelo setor, o Redata pode ajudar a destravar investimentos de centenas de bilhões de reais em uma indústria que envolve não apenas tecnologia, mas também energia, transmissão, construção, telecomunicações e segurança de dados.
Data centers deixaram de ser uma infraestrutura invisível da internet. São eles que concentram os servidores responsáveis por armazenar dados e executar aplicações de computação em nuvem, além de treinar e operar modelos de inteligência artificial.
O avanço da IA tornou essas instalações particularmente disputadas. Modelos mais sofisticados exigem enormes volumes de processamento e, consequentemente, instalações capazes de fornecer energia e refrigeração de forma contínua.
Nos Estados Unidos, a expansão dos data centers já começa a alterar o planejamento energético.
A Administração de Informação de Energia americana estima que o consumo de eletricidade do país chegará a 4,2 trilhões de quilowatts-hora em 2026 e 4,35 trilhões em 2027, com os data centers voltados à IA entre os principais vetores do aumento da demanda.
O Brasil tenta capturar uma parte dessa expansão.