PUBLICAÇÃO
Trajetória socioeconômica de Alagoas é analisada em livro de Cícero Péricles
Obra foi elaborada a partir da tese apresentada pelo docente no concurso para professor titular da Ufal
O economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles de Carvalho lançou, nesta quarta-feira (23), o livro "Alagoas: mudanças na economia e na sociedade (2000-2025)". A publicação foi elaborada a partir da tese apresentada pelo docente no concurso para professor titular da instituição e reúne dados oficiais, pesquisas e relatórios para examinar a trajetória socioeconômica do estado nas últimas duas décadas e meia.
Péricles explica que a obra tem como objetivo sistematizar o conhecimento acerca das alterações ocorridas nas estruturas econômicas e sociais locais por meio de intervenções e políticas públicas aplicadas no período. "Esse novo livro é uma contribuição, uma pequena contribuição, evidentemente, para o conhecimento das transformações que aconteceram em Alagoas entre o ano 2000 e o ano 2025", afirma.
Ao avaliar a relação da obra com sua trajetória acadêmica na Ufal, o professor destaca a intenção de suprir a falta de informações organizadas sobre a realidade do estado. "Nós estamos assistindo agora a um debate político onde a guerra é entre nomes, não é guerra entre ideias e sobre Alagoas. Por quê? Porque também carecemos muito de informações organizadas sobre como anda a nossa economia, sobre quais são os déficits sociais que nós temos, quais são as demandas da população", declara.
De acordo com o estudioso, a disponibilização desses dados busca permitir "que nós possamos pensar coletivamente qual será o futuro de Alagoas".
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O livro possui cerca de 140 páginas divididas em cinco capítulos, que abordam a economia urbana, o setor rural, indicadores sociais e a atuação de quatro gestões governamentais no período de 2000 a 2025.
A publicação apresenta dados comparativos sobre a expansão do comércio e dos serviços, o avanço da população urbana — que passou de 68% do total em 2000 para 80% em 2022 — e o registro de aproximadamente 950 mil alagoanos residindo fora do estado, conforme apuração do Censo de 2022.
A obra documenta a expansão da rede de proteção social, a redução dos índices de extrema pobreza e a movimentação do mercado interno no estado, acompanhadas do registro da penúltima colocação de Alagoas no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O estudo indica que a expansão do emprego formal ocorreu acompanhada pela concentração de vagas em atividades de menor remuneração. Na conclusão da obra, o autor aponta que os próximos anos exigirão o fortalecimento da capacidade produtiva estadual, com foco na agricultura, na agroindustrialização e nos setores de comércio e serviços.