COMÉRCIO EXTERIOR
China compra 95,2% dos produtos alagoanos em setembro, diz Mdic
Exportações de Alagoas registraram crescimento de 35% no mês passado, somando R$ 189,5 milhões, segundo ministério
As exportações de Alagoas registraram crescimento de 35% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e somaram US$ 38 milhões – cerca de R$ 189,5 milhões no câmbio atual. Os dados, divulgados nessa sexta-feira (9) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), revelam que 95,2% do total exportado – o equivalente a US$ 36,2 milhões – foram adquiridos pela China.
O minério de cobre produzido pela Mineração Vale Verde , foi o responsável por toda a aquisição do País asiático. A mineração pertence ao grupo multinacional Baiyin Nonferrous, um dos maiores conglomerados globais do setor de metais não ferrosos, com sede na China.
Apesar do crescimento das exportações, a balança comercial de Alagoas registrou déficit de US$ 82,4 milhões (R$ 410,8 milhões) em setembro graças ao crescimento de 12,6% das importações, que movimentaram US$ 120,4 milhões (R$ 600,2 milhões).
No acumulado do ano, as exportações registram queda de 18,7%, somando US$ 482 milhões. Já as importações apresentam alta de US$ 949,2 milhões. Com isso, a balança comercial do Estado acumula um déficit de US$ 467,1 milhões.
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Em todo o País, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, que mais que dobrou em relação a setembro de 2025 (US$ 3,14 bilhões). O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período. O superávit foi o segundo melhor para o mês, só perdendo para setembro de 2023 (US$ 9,18 bilhões).
As exportações brasileiras somaram US$ 34,42 bilhões no mês passado. O resultado foi 12,9% superior aos US$ 30,49 bilhões exportados em setembro de 2025. No ano, elas atingiram US$ 284,65 bilhões, alta de 10,4%.
Já as importações atingiram US$ 26,68 bilhões no mês passado. A queda foi de 2,4% em comparação com setembro de 2025 (US$ 27,35 bilhões). No ano, o crescimento é de 5%: US$ 222,26 bilhões.
Com isso, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro. O saldo positivo resultou da diferença entre exportações e importações, o equivalente a 146,4% no período. O saldo positivo da balança comercial nos nove primeiros meses do ano foi de US$ 62,4 bilhões, alta de 34,8%.
Com esses números, a corrente de comércio (soma das compras e vendas externas do País) atingiu US$ 61,10 bilhões no mês. No ano, atingiu US$ 506,91 bilhões, alta de 8%.
Apesar do tarifaço, as exportações brasileiras para os EUA subiram 31,9% em setembro, para US$ 3,52 bilhões. De janeiro a setembro, porém, as exportações para os EUA caíram 6,5% e atingiram US$ 28,37 bilhões em razão das sobretaxas americanas contra produtos brasileiros.
A razão para o aumento das exportações para os EUA foi o fim do tarifaço para alguns produtos. "Em setembro do ano passado vigoravam também as tarifas para carne e café, que foram suspensas em outubro [do ano passado]", afirmou Herlon Alves Brandão, analista de comércio exterior do Mdic.
As vendas de carne bovina saltaram 524% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado e de 108% para o café. As vendas de máquinas de energia elétrica, ferro gusa e aeronaves também subiram.
Já as exportações para a China caíram 7,6%, totalizando US$ 7,89 bilhões. De janeiro a setembro, cresceram 12%, para US$ 84,68 bilhões. Já as importações subiram 12,6% em setembro (US$ 7 bi) e 9,9% no ano (US$ 58,62 bi). A redução de vendas para a China foi "motivada pela queda na exportação de carne bovina, soja, farelo de soja", explicou Brandão.