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COLUNA DO MARLON

A ilusão do Estadual e a cobrança nacional

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Penedense caiu na Copa do Brasil para o Londrina, no Estádio do Café
Penedense caiu na Copa do Brasil para o Londrina, no Estádio do Café | Foto: — Foto: Rafael Martins/Londrina

O Campeonato Alagoano é parte da nossa cultura, move cidades, lota estádios, acende rivalidades. Só que ele virou, sem querer, uma armadilha. A armadilha de achar que campanha local é prova de nível.

A Copa do Brasil entrou como raio X. Dos quatro representantes de Alagoas, três já caíram em poucos dias. Só um ainda nem entrou em campo e, por isso, permanece vivo. É a foto perfeita do contraste: aqui, a gente se mede no espelho do Estadual, lá fora, o futebol mede na régua da competição.

Na terça, o CSA caiu. A eliminação por si só já dói, mas o que grita é o ambiente: um time desacreditado, distante do torcedor, sem margem para tropeço porque já não existe crédito emocional. No futebol, quando o elo com a arquibancada quebra, a reconstrução é mais difícil do que montar elenco.

Na quarta, foi a vez de ASA e Penedense. O ASA vinha invicto e caiu em casa. A lição é dura e simples: invencibilidade no Estadual não compra passagem para fases maiores. O Penedense também saiu. Competiu dentro do que tinha, mas o degrau nacional não perdoa limitações estruturais.

Na próxima terça, dia 3, o CRB enfrenta o Porto. E a conversa que importa não é “favorito” e nem “obrigação”. É outra, é projeto. Porque ser finalista ou campeão no Alagoano pode parecer um grande sinal, até bater a realidade. ASA e CRB têm sido os melhores do Estadual, mas esbarram, repetidamente, no objetivo nacional de acesso. Isso não é azar, é recado.

O dirigente que se deixa contaminar pelo título local, ou pela campanha local, cai na mesma pegadinha todo ano: acredita que está pronto, quando ainda está apenas organizado para ganhar aqui. A régua do acesso exige mais: elenco mais profundo, base com minutos reais, preparação física para calendário, scout para reduzir erro, e um modelo de jogo que sobreviva quando o adversário não deixa conforto.

O Estadual é vitrine, não diploma. Ele aponta quem está na frente dentro de casa, mas não garante que esse time aguente o mundo lá fora. A Copa do Brasil só antecipou a pergunta que o acesso faz todo ano: dá para competir fora do nosso quintal, ou a gente só aprendeu a ganhar entre conhecidos.

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