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'Não estamos aqui para criar milagres', diz chefe de Bortoleto

Mattia Binotto busca manter os pés no chão sobre melhorias a serem feitas na competição

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Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, antes do GP do Japão
Gabriel Bortoleto, piloto da Audi, antes do GP do Japão | Foto: Reprodução/Instagram Audi F1

Os dois pontos de Gabriel Bortoleto já na estreia na Fórmula 1 aumentaram as expectativas dos fãs em relação à Audi. O que aconteceu nas etapas seguintes, no entanto, foi uma sequência de erros que custaram quedas na tabela. Com claro problema nas largadas, o chefe de equipe Mattia Binotto busca manter os pés no chão sobre as melhorias a serem feitas.

“Somos muito ambiciosos e gostaríamos de ver as coisas resolvidas em algumas corridas, mas às vezes não é assim. Então, acho que precisamos entender exatamente onde estamos como equipe, quais são os planos. E seguir os planos, porque milagres não são possíveis”, disse Binotto.

E completou: “Não estamos aqui para criar milagres. Não é o nosso estilo. Não podemos fazer isso. Mas estamos aqui para ter planos adequados para lidar com as questões e melhorar no futuro. E acho que isso também é possível”.

O objetivo a longo prazo está definido para a Audi: ser campeã até 2030. Sem adiar os planos, Binotto acredita que seja preciso respeitar o tempo necessário para o desenvolvimento do motor ideal. A seu favor, a equipe conta com o apoio da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com o ADUO (“Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização”, em inglês).

Nessa regra, está definido que equipes com desempenho pelo menos 2% inferior em relação à principal referência do grid – atualmente a Mercedes – terão acesso a benefícios extras no desenvolvimento das unidades de potência. A medida busca reduzir a diferença técnica entre as fabricantes ao longo das próximas temporadas e tornar a disputa mais equilibrada.

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