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2 A 1

Eliminação do Brasil completa ciclo conturbado para a Copa

Seleção conviveu com trocas constantes de técnicos e ebulição política na CBF; equipe foi eliminada pela Noruega, após derrota por 2 a 1

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Técnico da Seleção, Carlo Ancelotti agora terá 4 anos para montar a equipe canarinha para 2030
Técnico da Seleção, Carlo Ancelotti agora terá 4 anos para montar a equipe canarinha para 2030 | Foto: Leonardo Fernandez/Getty Images

A derrota do Brasil para a Noruega nesse domingo (5), por 2x1, pôs fim à participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e encerrou um dos ciclos mais conturbados que a equipe já teve para um Mundial. Lamentada por torcida, jogadores e comissão técnica, a queda precoce refletiu uma Seleção que só foi ter a preparação que deveria no último ano.

Da derrota para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 até o início do Mundial deste ano, a Seleção Brasileira teve quatro técnicos, enquanto o comando da CBF ficou a cargo de dois presidentes e um interventor. Não houve um único ano nesse ciclo que a Seleção tenha passado sem que a política da entidade tivesse atrapalhado.

E as mudanças frequentes de treinadores cobraram um preço. Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior ofereceram a Carlo Ancelotti a base que vinha desde 2022, sem no entanto deixarem um padrão de jogo. Isso precisou ser estabelecido pelo técnico italiano com quatro jogos de Eliminatórias e 8 amistosos.

O técnico, que nunca havia trabalhado no Brasil, teve menos de um ano para conhecer o futebol praticado no País e garimpar jogadores para além daqueles que ele via nas grandes ligas europeias. Como se não bastasse, Ancelotti perdeu dois jogadores que conhecia desde os tempos de Real Madrid, Rodrygo e Éder Militão, e outro que vinha sendo seu artilheiro na Seleção, Estêvão.

As lesões foram mesmo um problema para Ancelotti, que só conseguiu repetir o Brasil uma vez. Foram as contusões que tiraram do técnico o lateral-direito que lhe era preferido, Vanderson, e a primeira opção para a função, Wesley. A lesão do ex-jogador do Fla, porém, mostrou que o treinador ainda buscava definir o melhor elenco, uma vez que Ancelotti decidiu chamar um volante, Éderson, em vez de um lateral de ofício. Acabou ficando sem nenhum, a ponto de precisar improvisar Ibañez e, de depois, devolver Danilo à função.

E houve ainda o caso de Neymar, que passou o período todo enfrentando lesões e foi convocado mesmo que estivesse com uma lesão de panturrilha.

ELIMINADA

Nesse domingo (5), a Noruega venceu o Brasil por 2x1, com dois gols de Haaland pelas oitavas de final da Copa. Neymar descontou de pênalti. Com o resultado, a Noruega segue na disputa e o Brasil deu adeus ao torneio.

Agora, os noruegueses vão enfrentar a Inglaterra, que venceu o México, por 3x2, também nesse domingo (5).

Eliminada da Copa do Mundo, a delegação da Seleção retorna ao Brasil nesta terça (7) para começar a planejar o Mundial de 2030. De contrato renovado, Ancelotti terá quatro anos e um ciclo inteiro para montar um novo time.

Após a eliminação, Ancelotti lembrou que não só ele sentiu a derrota, mas também todos os jogadores. Apesar de ter deixado o Mundial nesta fase do torneio, o técnico afirmou que o Brasil fez um bom campeonato. Para ele, é apenas “o início de um novo ciclo”, já que ainda estará no comando do Brasil na próxima edição da Copa do Mundo.

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