EXTRACAMPO
CSA tem receitas bloqueadas pela Justiça do Trabalho
Decisão determina penhora de recursos para execução de dívidas trabalhistas
A terça-feira (22) foi movimentada nos bastidores do CSA. O clube foi surpreendido por uma decisão da Justiça do Trabalho que determinou o bloqueio de receitas para a execução de dívidas. De acordo com a determinação da 7ª Vara do Trabalho de Maceió, contas bancárias, premiações, cotas de transmissão e valores de patrocínios do Azulão poderão ser destinados ao pagamento das pendências financeiras.
A decisão judicial ocorre em meio a diversos processos movidos por jogadores, integrantes de comissões técnicas e outros funcionários que passaram pelo clube em 2024 e 2025. Em alguns casos, os pedidos foram indeferidos pela Justiça, enquanto outros tiveram as solicitações atendidas.
Em nota oficial divulgadao CSA confirmou o recebimento da notificação sobre o bloqueio de bens e receitas, mas classificou as medidas determinadas pela Justiça do Trabalho como juridicamente indevidas. O clube argumenta, principalmente, que está em processo de recuperação judicial, iniciado em julho de 2023.
“O clube, com o devido respeito à decisão judicial, entende que as medidas determinadas são juridicamente indevidas, especialmente porque o CSA se encontra em recuperação judicial e há discussão quanto à competência para a execução de créditos trabalhistas extraconcursais (aqueles gerados após o pedido de recuperação) e para a adoção de medidas que atinjam diretamente o patrimônio e as receitas da instituição”, afirmou.
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Como providência, o advogado e responsável pelo Departamento Jurídico do CSA, Bruno Alves, informou que o clube já tomou medidas para tentar reverter a decisão. A estratégia será a impetração de um mandado de segurança para buscar a suspensão dos bloqueios.
“O CSA já está adotando as providências necessárias para a impetração do Mandado de Segurança perante o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19), buscando a suspensão dos bloqueios e o reconhecimento de que o crédito deve ser encaminhado ao Juízo da Recuperação Judicial, mediante a expedição da respectiva certidão. O clube reitera seu respeito ao Poder Judiciário e seguirá utilizando os meios legais para defender seus direitos e preservar o regular funcionamento do CSA”, concluiu.
Eleições
Além dos problemas judiciais, o CSA também definiu a data para a realização das novas eleições do clube. Em reunião da Comissão Eleitoral, realizada na tarde dessa terça-feira (22), ficou estabelecido que o pleito para a escolha do novo quadro diretivo e dos conselheiros do Azulão acontecerá no dia 27 de outubro, uma terça-feira, no bairro do Farol, em Maceió, das 16h às 20h30.
Serão escolhidos os integrantes da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo, formado por 100 titulares e 50 suplentes, e do Conselho Fiscal. Os eleitos terão mandato de quatro anos, correspondente ao período entre o fim de 2026 e 2030.
De acordo com o atual presidente do Conselho Deliberativo, Clauwerney Ferreira, estarão aptos a votar os sócios-torcedores dos planos Ouro e Prata e conselheiros. Em ambos os casos, será necessário estar adimplente com o clube nos últimos dois anos.
Segundo o estatuto do CSA, os candidatos poderão registrar suas inscrições até cinco dias antes da eleição. A Comissão Eleitoral terá até 72 horas antes do pleito para analisar e rejeitar eventuais inscrições que não atendam aos requisitos previstos no regimento do clube.
Até o momento, dois nomes manifestaram interesse em disputar a sucessão: o ex-presidente do CSA Rafael Tenório e o engenheiro Gustavo Ferreira, que atuou como gerente de obras durante a gestão de Mirian Monte.
* Sob supervisão da Editoria