COLUNA DO MARLON
A esperança entrou no regulamento
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A quatro rodadas do fim da Série B, o CRB ocupa a sétima posição, com 52 pontos, apenas dois atrás do Atlético-GO, que fecha o G-6. O Fortaleza, quarto colocado, soma 60 pontos, oito a mais que o time alagoano.
No formato anterior, o Galo teria de buscar diretamente essa diferença, com 12 pontos ainda em disputa. Com a adoção dos playoffs, o caminho ficou mais curto: basta entrar no grupo dos seis primeiros para continuar na luta pelo acesso.
Esse é o principal argumento a favor da mudança. Quando um clube perde contato com a zona de acesso, a reta final da competição pode perder parte do significado. Os playoffs ampliam o número de equipes que chegam às últimas rodadas com um objetivo concreto. Para o torcedor, isso significa mais partidas decisivas. Para o campeonato, a mudança aumenta a possibilidade de manter mais clubes na disputa até o fim.
A proposta partiu de Mário Marroquim, presidente do CRB, e foi aprovada por 17 dos 20 clubes. O próprio time alagoano ilustra o que a nova regra pretende proporcionar: está fora do G-6, mas a apenas dois pontos da última vaga. O CRB segue com um objetivo claro e alcançável nesta reta final. A esperança já não depende apenas de uma combinação improvável de resultados, mas também da possibilidade de entrar no grupo que disputará os playoffs.
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A nova fórmula, porém, também abre uma discussão importante. Após 38 rodadas, um time que terminar em terceiro ou quarto lugar poderá perder o acesso para outro que tenha ficado em quinto ou sexto. A campanha na primeira fase oferece vantagens: a equipe mais bem classificada decide o confronto de volta em casa e, em caso de empate no placar agregado, fica com a vaga. Ainda assim, o mata-mata acrescenta um novo elemento à disputa: dois jogos podem definir o destino de uma temporada inteira.
É essa tensão que torna a primeira edição tão interessante. O regulamento amplia a disputa, mantém mais clubes na briga e reserva um novo capítulo para depois da última rodada. Ao mesmo tempo, o novo formato coloca à prova o equilíbrio entre a regularidade ao longo da competição e o desempenho nos confrontos eliminatórios.
A iniciativa de Mário Marroquim merece reconhecimento. A proposta nasceu de uma preocupação real com o interesse pela competição e já oferece ao CRB um motivo concreto para continuar acreditando. A Série B ganhou uma disputa a mais, e o torcedor regatiano, uma nova esperança. A primeira edição mostrará até que ponto essa mudança poderá fortalecer o campeonato.