Clima de Campanha
"Há homem que cumpre a palavra e outro que é enrolão", dispara Renan Filho contra JHC
ALFINETADA
Com a campanha a pleno vapor, o ministro Renan Filho não perde a oportunidade de alfinetar o ex-prefeito JHC. Entre outras provocações, afirmou, no fim da semana passada, que “há homem que cumpre a palavra e outro que é enrolão”, numa clara alusão ao atual presidente do diretório regional do PSDB.
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Ao eleger seu colega Renan Calheiros como principal adversário nas eleições de outubro, a senadora Eudócia Caldas, mãe do ex-prefeito de Maceió, JHC, sobe o tom no Senado e começa a atirar para todos os lados.
A senadora tem feito graves acusações contra Renan Calheiros no plenário do Senado e dá a entender que a artilharia deverá aumentar de intensidade. Não se sabe, porém, quais poderão ser as consequências ao longo da campanha eleitoral.
EVITANDO
Pelo comportamento do senador Renan Calheiros nos últimos dias, ele não deverá responder às provocações para não dar palanque a uma concorrente nas eleições de outubro. Também não se sabe até quando continuará indiferente às denúncias que tem recebido com frequência e que são consideradas de extrema gravidade.
ESTRATÉGIA
Para aliados do senador Renan Calheiros, a estratégia de Eudócia seria polemizar a campanha, da qual tiraria proveito eleitoral. Isso, entretanto, certamente não acontecerá com o presidente regional do MDB, que responderá às provocações à medida que os assuntos venham a comprometer sua reputação.
NEGÓCIO FECHADO
Se depender do MDB, a família Pereira, que mantém fortes laços familiares e políticos com o deputado Arthur Lira, já tem espaço garantido em um eventual governo de Renan Filho. A aliança, contudo, não será tão fácil assim e, se acontecer, custará muito caro.
REAÇÃO
Arthur Lira foi às redes sociais e assegurou que nenhum aval foi dado à família Pereira para apoiar Renan Filho ao governo do Estado. Ou seja, a conversa não é a mesma que circula nos bastidores políticos da região do Agreste.
QUASE TUDO
Quase tudo está proibido na administração pública do ponto de vista eleitoral, e isso vale para os governos municipais, estaduais e federal desde o último sábado. Para a felicidade dos cabos eleitorais, os cargos comissionados e de confiança estão fora dessa exigência. As restrições valem até as eleições de outubro e, caso haja segundo turno, permanecem até sua realização.
ABRANGÊNCIA
As regras da Justiça Eleitoral valem, fundamentalmente, para agentes públicos que são candidatos nas eleições de outubro. Quem transgredir as normas do TSE pode até ter a candidatura cassada.
DE LONGE
Candidatos não devem sequer passar perto de inaugurações de obras públicas, tampouco participar de atos correlatos, salvo em situações de calamidade pública.
DEFESO
Conhecidas como período de defeso eleitoral, as regras valem para todos, pois têm por objetivo assegurar uma eleição equilibrada, sem favorecimento a qualquer candidato.