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CONFLITO

Ataques ao Líbano fazem Irã ameaçar romper cessar-fogo

O 1º dia da trégua tem ofensiva no golfo Pérsico e rivais dispostos retomar guerra

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Segundo a Defesa Civil libanesa, houve pelo menos 254 mortos
Segundo a Defesa Civil libanesa, houve pelo menos 254 mortos | Foto: Adnan Abidi - Reuters

O primeiro dia do cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi marcado por ataques, ameaças de suspensão da trégua de duas semanas e confusão acerca da volta do trânsito de petroleiros e outros navios pelo estreito de Hormuz.

Já no começo dessa quarta-feira (8), o Estado judeu lançou o maior ataque contra o libanês Hezbollah desde o início do confronto, há cinco semanas. O premiê Binyamin Netanyahu disse, com apoio dos EUA, que o grupo apoiado por Teerã não está incluído na trégua anunciada na véspera por Donald Trump.

O saldo, segundo a Defesa Civil libanesa, é de pelo menos 254 mortos e mais de mil feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou esta quinta como um dia de luto nacional "pelos mártires e feridos dos ataques israelenses que tiveram como alvo centenas de civis inocentes e indefesos" e ordenou o fechamento dos órgãos públicos e o hasteamento das bandeiras a meio mastro.

A agência iraniana Fars anunciou que petroleiros que haviam começado a transitar pela via por onde passavam 20% do óleo e gás do mundo foram parados, algo que virou "fechamento" segundo a também estatal Press TV. Depois, a mídia estatal disse que o tráfego será "orientado pela Guarda Revolucionária" para evitar trechos minados do estreito, sugerindo alguma reabertura.

Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, apontou um aumento no tráfego – que, segundo monitores, era mínimo de todo modo. "Os relatos públicos são falsos", disse, afirmando que a realidade era outra.

A confusão não demoveu Leavitt de anunciar que o vice-presidente J. D. Vance vai liderar a comitiva americana numa primeira negociação no sábado (11) em Islamabad, capital do Paquistão, país que tem mediado o conflito.

De seu lado, a teocracia também se manteve na ofensiva. Além de dizer que deixaria a trégua e que iria retaliar caso Israel mantivesse os ataques ao Hezbollah, o regime islâmico atacou vizinhos árabes no golfo Pérsico.

Houve lançamentos contra o Kuwait, considerados pelo governo como violentos, o Qatar, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos, que registraram 17 mísseis e 35 drones contra seu território – o país foi o mais atingido pela retaliação iraniana no conflito, recebendo 37% dos 6.562 projéteis e aviões-robôs lançados por Teerã contra o golfo e Israel.

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