ESTREITO
Trump diz que EUA destruirão navios que lançarem minas
Presidente americano deu a ordem de “atirar e matar” à Marinha em Ormuz
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nessa quinta-feira (23) que deu a ordem de “atirar e matar” à Marinha dos EUA no Estreito de Ormuz. Segundo o presidente, os EUA vão atacar qualquer embarcação que esteja colocando minas na via marítima.
“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que atire e destrua qualquer embarcação, por menor que seja (todos os seus navios, 159 deles, estão no fundo do mar!), que esteja lançando minas nas águas do Estreito de Ormuz. Não deve haver hesitação”, ressaltou Trump.
O líder norte-americano alegou que navios “caça-minas” dos EUA estão “limpando” o Estreito de Ormuz, rota marítima fechada pelo Irã desde o início da guerra.
Apesar do cessar-fogo, o bloqueio da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ao canal continua em vigor. Mesmo assim, os Estados Unidos também impõem um bloqueio naval, nas águas do Mar Arábico, contra navios que tenham origem ou destino em portos do Irã.
Mais cedo nessa quinta, o chefe do Judiciário do Irã, Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i, havia afirmado, por meio de comunicado divulgado pela emissora estatal do Irã PressTv, que “lanchas rápidas e veículos subaquáticos não tripulados da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)” estão aguardando a intrusão de navios norte-americanos.
“A frota de enxame da Guarda Revolucionária Islâmica, com suas lanchas rápidas e veículos subaquáticos não tripulados, está à espera, dentro das cavernas marinhas da ilha de Farur [no sul do Irã], de que navios de guerra americanos intrusos possam sobrecarregar suas defesas e infligir graves consequências aos agressores”, afirmou o presidente da Suprema Corte do Irã.
ISRAEL E LÍBANO
Trump também anunciou ontem a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas.A decisão foi divulgada após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com autoridades de alto escalão dos dois países, além de integrantes do governo norte-americano, como o vice-presidente, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio.
“A reunião correu muito bem. O cessar-fogo entre Israel e o Líbano será estendido por três semanas”, afirmou Trump em publicação na rede Truth Social.
Segundo o presidente, o governo norte-americano também irá trabalhar em conjunto com o Líbano para fortalecer sua capacidade de defesa, especialmente diante da atuação do Hezbollah, considerado um dos principais focos de tensão na região.
Trump afirmou ainda que pretende receber, em breve, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para dar continuidade às negociações.
A extensão ocorre em meio a um cenário ainda instável. Apesar do cessar-fogo em vigor, episódios recentes colocam em dúvida a sustentação da trégua.
Um recente ataque israelense no sul do Líbano deixou cinco mortos, incluindo a jornalista Amal Khalil, segundo autoridades libanesas.
Além disso, Israel acusa o Hezbollah de violar o acordo ao lançar um drone contra soldados israelenses.
Já o grupo libanês é aliado do Irã e entrou no conflito após a escalada entre Teerã e Tel Aviv.
NEGOCIAÇÕES EM ANDAMENTO
Antes do anúncio, o governo libanês buscava uma prorrogação menor, de ao menos 10 dias, enquanto as negociações avançavam em Washington.
O presidente Joseph Aoun havia afirmado que “as comunicações estão em curso” para estender a trégua e encerrar o que chamou de “situações anormais” no país.
A crise entre Israel e Líbano se intensificou após a entrada do Hezbollah na guerra, em apoio ao Irã. O grupo é considerado um dos principais adversários de Israel e mantém forte presença no sul libanês.