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Derrubada de aviões

Ex-presidente de Cuba é acusado criminalmente nos EUA

Caso remete um incidente ocorrido em 1996

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Imagem ilustrativa da imagem Ex-presidente de Cuba é acusado criminalmente nos EUA
| Foto: AFP

Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi acusado criminalmente nos Estados Unidos (EUA) nessa quarta-feira (20) segundo informações divulgadas pela agência Reuters.

Castro, de 94 anos, foi ministro da Defesa de Cuba antes de assumir a Presidência em 2008, após o afastamento por motivos de saúde de seu irmão, Fidel Castro. Ele deixou o cargo em 2018, dois anos após a morte de Fidel, mas segue sendo uma figura influente dentro do sistema político cubano.

A acusação remete a um incidente ocorrido em 1996. Na ocasião, três aviões de um grupo chamado Irmãos ao Resgate decolaram da Flórida em busca de cubanos que tentavam fazer a travessia até os Estados Unidos em botes, em momento em que milhares de pessoas tentavam sua sorte no mar.

Cuba acusava a organização de violar seu espaço aéreo e de lançar panfletos contra o então líder, Fidel Castro — oficialmente, a campanha não tinha o aval de Washington. No dia 24 de fevereiro, eles ignoraram os alertas do comando aéreo cubano e, instantes depois, um caça MiG-29 abateu duas das aeronaves. Um terceiro avião pousou em segurança na Florida.

A medida ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba e ao discurso de mudança de regime na ilha. Historicamente, acusações formais feitas pelos EUA contra líderes estrangeiros são incomuns.

“Os Estados Unidos não tolerarão um estado pária que abrigue operações militares, de inteligência e terroristas estrangeiras hostis a apenas 145 quilômetros do território americano”, disse Trump em um comunicado divulgado na quarta.

Nos últimos meses, Washington endureceu as sanções contra Havana e passou a ameaçar países que fornecem combustível ao governo cubano. A medida agravou a crise energética na ilha, provocando apagões e ampliando a pior crise econômica enfrentada pelo país em décadas.

PORTA-AVIÕES

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) anunciou ontem a chegada do porta-aviões USS Nimitz à região do Caribe. O anúncio ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba e no mesmo dia em que Washington formalizou acusações contra Raúl Castro.

“O porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o USS Gridley e o USNS Patuxent são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica”, disse o Comando Sul dos EUA em uma publicação nas redes sociais.

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