Visita a Guantánamo
Em meio a tensão, secretário de Defesa americano viaja a Cuba
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth embarcou nessa quarta-feira (10) para uma visita à base naval norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba. A viagem ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana e foi anunciada oficialmente pelo Pentágono.
Após a passagem por Guantánamo, Hegseth também seguirá para Tampa, na Flórida, onde visitará a sede do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom).
O órgão é responsável pela coordenação das operações militares norte-americanas no Oriente Médio, incluindo as ações relacionadas ao conflito envolvendo Irã, Israel e forças aliadas na região.
A visita ocorre em um momento de crescente deterioração das relações entre Estados Unidos e Cuba. Nos últimos meses, integrantes do governo do presidente Donald Trump intensificaram críticas ao regime cubano e passaram a defender publicamente mudanças políticas na ilha.
Em declarações recentes, Trump e membros de sua administração afirmaram que uma mudança de regime seria necessária para garantir maior abertura política e econômica em Cuba.
O presidente norte-americano chegou a sugerir que os Estados Unidos poderiam assumir um papel mais ativo no futuro do país, aumentando a preocupação das autoridades cubanas.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou enxergar três possíveis caminhos que estariam sendo considerados por Washington para pressionar Havana: estimular episódios de instabilidade social, promover negociações sob forte pressão econômica para ampliar a influência norte-americana sobre setores estratégicos da economia cubana ou, em um cenário mais extremo, apoiar uma escalada militar.
As declarações refletem o clima de desconfiança entre os dois governos e surgem em um contexto marcado por sanções econômicas, disputas diplomáticas e divergências sobre o modelo político adotado pela ilha caribenha.
A presença do chefe do Pentágono em Guantánamo, território controlado pelos Estados Unidos em Cuba desde o início do século 20, tende a ampliar as tensões em um momento de forte instabilidade geopolítica no continente e no Oriente Médio.