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TRAGÉDIA

Terremotos: sobe para 1.719 o número de mortos na Venezuela

Ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas, e 15.866 estão desabrigadas, de acordo com levantamento do governo

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Homem resgatado por equipes de emergência da Venezuela
Homem resgatado por equipes de emergência da Venezuela | Foto: — Divulgação

Autoridades da Venezuela anunciaram nessa segunda-feira (29) que aumentou para 1.719 o número de mortes confirmadas nos terremotos gêmeos que atingiram o país no último dia 24. Ao menos 5.034 pessoas ficaram feridas, e 15.866 estão desabrigadas, de acordo com o regime.

As informações foram transmitidas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, nome forte do chavismo e irmão da líder interina do país, Delcy Rodríguez, ao divulgar o boletim oficial mais recente sobre a tragédia.

As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas, o que indica que o número de vítimas deve aumentar à medida que as equipes de resgate avançam com as operações.

Desde os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados com alguns segundos de diferença, foram contabilizadas 609 réplicas, ainda segundo Jorge Rodríguez. A mais forte ocorreu às 7h01 desta segunda, com magnitude 4,2. Apesar de provocar apreensão entre os moradores, ele afirmou que o abalo não causou mais danos.

O balanço oficial mais recente aponta ainda que pelo menos 855 edifícios sofreram danos, sobretudo no estado de La Guaira e em Caracas. Desse total, ao menos 189 desabaram.

Algumas das áreas mais devastadas ainda não receberam ajuda das equipes federais para as operações de resgate, segundo moradores de algumas das cidades mais atingidas mencionados pela agência Reuters.

Em El Junquito, região montanhosa localizada a cerca de 33 quilômetros a oeste de Caracas, moradores afirmam que a presença de autoridades tem sido limitada. Enquanto isso, comunidades locais se organizaram para distribuir alimentos e itens básicos.

"Estamos esperando respostas, a remoção dos escombros, inspeções e ajuda para as pessoas que realmente foram afetadas", disse a manicure Keily Ibarra, 33, que lidera as reivindicações da comunidade junto às autoridades. Ela pediu que o regime faça "o que precisa ser feito".

O centro comercial de El Junquito foi destruído pelos terremotos.

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