Oriente Médio
Trump ameaça ‘ataque maciço’ ao Irã: ‘Não sentiram dor suficiente’
Presidente americano diz que já tem plano pronto e decisão deve ser tomada em breve
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quinta-feira (23) que avalia lançar uma nova ofensiva militar contra o Irã. Segundo ele, a operação poderá ser mais ampla do que a campanha Epic Fury, realizada neste ano em parceria com Israel.
Em entrevista ao site Axios, Trump disse que o governo americano já tem um plano pronto e que a decisão pode ser tomada em breve.
“Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto”, afirmou.
O republicano também declarou que Israel participaria da ofensiva, caso fosse convidado, mas ressaltou que os Estados Unidos têm capacidade para agir sozinhos. Ao mesmo tempo, reconheceu que um envolvimento israelense poderia provocar uma resposta direta de Teerã.
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos
Acidente na Fernandes Lima deixa trânsito lento
Apesar das ameaças, Trump voltou a afirmar que acredita no interesse iraniano em negociar, embora, segundo ele, o governo de Teerã ainda não esteja disposto a aceitar um acordo.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento do confronto entre Estados Unidos e Irã. Nessa quarta-feira (22/7), Trump participou da cerimônia de repatriação dos corpos de militares americanos mortos no conflito.
ORÇAMENTO
A Câmara dos Representantes dos EUA, de maioria republicana, aprovou nessa quarta-feira (22) uma proposta orçamentária que prevê US$ 95 bilhões (cerca de R$ 418 bilhões) em novos gastos, destinados majoritariamente à manutenção militar norte-americana na guerra contra o Irã.
O montante é adicional ao orçamento de aproximadamente US$ 1 trilhão já previsto para as Forças Armadas do país neste ano.
A aprovação ocorreu por margem apertada: 216 votos a favor e 214 contra. O resultado abre caminho para que os republicanos recorram, no Senado, ao mecanismo conhecido como reconciliação orçamentária, que permite aprovar determinadas medidas fiscais por maioria simples, reduzindo a necessidade de apoio da bancada democrata.
Dos US$ 95 bilhões previstos na proposta, cerca de 63,2% – o equivalente a US$ 60 bilhões – seriam destinados diretamente ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
O Comitê para um Orçamento Responsável, organização norte-americana apartidária especializada em contas públicas, avalia que o impacto fiscal da medida pode ser ainda maior. A entidade estima que o custo total do pacote alcance US$ 130 bilhões quando considerados os juros da dívida necessária para financiar os novos gastos.
Além dos recursos militares, o texto reserva US$ 12 bilhões para um programa de assistência a agricultores afetados pela alta dos custos de produção, especialmente combustíveis e fertilizantes, e pelos efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo governo Donald Trump sobre produtos importados.
A guerra com o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos, já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190 bilhões) dos cofres públicos norte-americanos em menos de seis meses.
De acordo com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, parte dos recursos previstos no novo pacote será utilizada para cobrir despesas operacionais das Forças Armadas até 30 de setembro, data que marca o encerramento do ano fiscal dos Estados Unidos.
Os gastos abrangem operações aéreas e navais, mobilização de tropas terrestres, sistemas de armamentos e ações de defesa antimísseis.
A fase inicial do conflito foi a mais onerosa até agora: somente as operações realizadas nos primeiros meses de guerra foram estimadas em US$ 29 bilhões, segundo projeções divulgadas em maio pelo Pentágono.