CONFLITO
EUA ameaçam asfixiar economia do Irã, mas China desafia estratégia de Trump
O anúncio foi feito na segunda-feira (24) pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent
Os Estados Unidos anunciaram uma nova ofensiva para sufocar economicamente o Irã, mas ainda não detalharam como e quando pretendem aplicar as punições contra países e empresas que mantêm relações com Teerã. A estratégia, apresentada pelo governo de Donald Trump como um "Dia D econômico", enfrenta um obstáculo central: a resistência da China, principal destino do petróleo iraniano.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira (24) novas sanções contra Teerã. Os principais alvos das sanções são cinco setores considerados estratégicos para a economia iraniana: ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Mais de 60 empresas e indivíduos também foram incluídos nas medidas.
A Casa Branca afirma que o objetivo é cortar as fontes de receita que ainda sustentam o regime iraniano. As medidas pretendem obrigar Teerã a escolher entre o isolamento econômico e uma eventual reintegração à economia global. Bessent chegou a dizer que Washington pretende eliminar todas as "linhas de vida" econômicas do Irã.
Na prática, porém, a ofensiva anunciada até agora ficou mais próxima de um ultimato do que de um bloqueio imediato. Os EUA ameaçam aplicar as chamadas sanções secundárias contra bancos, empresas e países que continuarem fazendo negócios com o Irã, mas não apresentaram uma lista completa de alvos nem um cronograma para a aplicação das punições.
Morre homem baleado na cabeça ao reagir a assalto contra namorada
Policiais são presos por roubo e estupro de jovem na zona leste de SP
Avalanche de lama deixa 160 mortos e centenas de desaparecidos no Nepal
Idoso é preso suspeito de enviar drogas pelos Correios
Cuidadora é presa suspeita de furtar joias de idosas em instituição
"Ninguém está acima das sanções norte-americanas", afirmou Bessent. Ao ser questionado sobre a possibilidade de atingir grandes instituições financeiras estrangeiras, o secretário indicou que Washington pretende inicialmente dar aos países uma oportunidade para interromper as relações consideradas problemáticas.
DEPENDÊNCIA
A estratégia americana depende da capacidade de convencer outros países a cortar relações econômicas com Teerã. O problema é que a China, um dos principais parceiros comerciais do Irã e destino de grande parte de suas exportações de petróleo, rejeitou a pressão de Washington.