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DIPLOMACIA

Trump recebe Xi Jinpin nos EUA e exalta ‘grande amizade’

Presidente chinês chegou na noite dessa quarta para visita de Estado de três dias

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Xi Jinping ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump
Xi Jinping ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: — Divulgação

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, se reuniram na Casa Branca, em Washington, nessa quinta-feira, 24. Antes de uma reunião bilateral, os líderes destacaram a importância da relação entre as duas maiores potências do mundo, mas adotaram tons diferentes ao falar sobre os desafios que cercam a disputa entre Washington e Pequim.

Trump concentrou suas declarações na relação pessoal com Xi, destacando a “amizade verdadeiramente grande” entre os dois. O americano afirmou estar “muito orgulhoso” do relacionamento construído com o líder chinês e disse que os países fizeram “avanços enormes” em questões de interesse comum. Segundo ele, as conversas desta quinta devem abordar “questões urgentes” relacionadas à segurança, tecnologia e inteligência artificial, além dos esforços para alcançar uma relação comercial “mais equilibrada”.

O ocupante do Salão Oval ainda classificou a visita como histórica e destacou que ela ocorre durante as comemorações dos 250 anos de independência dos Estados Unidos. “O presidente Xi e eu continuaremos trabalhando juntos para construir um futuro melhor para ambas as nações”, afirmou.

Xi, por sua vez, concentrou suas declarações em questões geopolíticas, embora tenha reconhecido que ele e Trump construíram uma “relação pessoal”. O presidente chinês defendeu a continuidade do diálogo e o fortalecimento da confiança mútua entre os dois países, além da necessidade de evitar conflitos.

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Segundo Xi, Washington e Pequim devem “manter a linha de não conflito” e aperfeiçoar mecanismos de prevenção de confrontos. Ele afirmou que, nessas condições, seria possível evitar a chamada “armadilha de Tucídides” — conceito usado para descrever o risco de conflito quando uma potência em ascensão desafia a posição de outra já estabelecida.

“China e Estados Unidos, como dois grandes países, têm a ganhar com a cooperação e ambos perderão com o confronto”, afirmou. O mandatário também pediu que empresas de seu país sejam tratadas de maneira justa nos Estados Unidos.

Apesar do tom otimista dos discursos, Trump e Xi têm uma série de questões difíceis para discutir, incluindo a guerra no Irã e Taiwan. O presidente americano busca convencer Pequim a usar sua influência para pressionar Teerã a aceitar os termos dos Estados Unidos para encerrar a guerra, que já dura quase sete meses, enquanto o líder asiático pressiona Washington a interromper a venda de armas à ilha, que a China considera parte de seu território.

Xi chegou aos Estados Unidos na noite desta quarta-feira para uma visita de Estado de três dias em Washington. Trata-se da primeira viagem do líder chinês à capital americana em mais de dez anos.

Em um gesto incomum para um presidente americano, Trump foi pessoalmente receber Xi ao pé do avião. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, enquanto o líder chinês desembarcou com a esposa, Peng Liyuan. Em maio, quando Trump esteve em Pequim, a recepção no aeroporto ficou a cargo do vice-presidente chinês. Depois da cerimônia, o republicano minimizou a diferença de tratamento.

“Acho que foi um ótimo primeiro contato, acredito que eles gostaram”, disse Trump à imprensa na Casa Branca após a cerimônia de recepção.

O encontro ocorre em meio às tentativas de Washington e Pequim de reduzir as tensões comerciais e diplomáticas. Pouco antes da chegada de Xi, os Estados Unidos anunciaram uma extensão de dois meses da trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo, que expiraria em novembro.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que China e EUA concordaram em prorrogar “a distensão econômica entre os dois países que estava prevista para terminar em 10 de novembro. Ela será estendida até 10 de janeiro”.

“Nossos dois países devem ser parceiros, e não rivais”, afirmou Xi, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. “Os povos chinês e americano têm desfrutado de intercâmbios amistosos de longa data, e nossos interesses estão profundamente entrelaçados”, acrescentou.

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