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COMPORTAMENTO

Médico explica por que número da roupa não mede saúde

Discussão nas redes reacende debate sobre padrões de belezae a pressão por corpos cada vez menores

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Médico fala sobre relação do número da roupa com a saúde
Médico fala sobre relação do número da roupa com a saúde | Foto: Divulgação

Uma pergunta ganhou espaço nas redes sociais nos últimos dias: quem veste 38 é magro? A discussão levantou um debate sobre como os padrões de beleza estão mudando - e sobre o risco de transformar o manequim em uma espécie de régua.

Do ponto de vista médico, a etiqueta diz pouco sobre a saúde. “Vestir 36, 38, 40 ou 42 não permite dizer, sozinho, se uma pessoa é saudável”, afirma o médico Djairo Araújo, com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva.

Um fator que dificulta usar o manequim como referência é a composição corporal. Duas mulheres podem ter a mesma altura, peso e tamanho de roupa, mas apresentar quantidades diferentes de gordura e massa muscular. “Músculo ocupa espaço e pesa. Estrutura óssea, altura e distribuição da gordura também interferem nas medidas. Tentar resumir um corpo ao número da calça é uma simplificação enorme”, diz.

A preocupação aumenta quando a referência passa a ser construída pelas redes sociais. A exposição frequente a corpos muito magros, imagens editadas e padrões estéticos selecionados pode alterar a percepção sobre o que é considerado “normal”.

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A pressão pelo menor manequim também se relaciona ao aumento do interesse por medicamentos para emagrecimento. Segundo Djairo, os tratamentos são um avanço importante para pessoas com indicação médica, mas não devem ser confundidos com uma ferramenta para atender padrões estéticos.

Na avaliação médica, composição corporal, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia, colesterol, condicionamento físico, alimentação e histórico clínico podem oferecer informações muito mais relevantes do que o número da etiqueta.

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