ESPAÇO PET
Adaptar a dieta e a rotina a diferentes fases aumenta a saúde dos pets
Mudanças na rotina, castração e idade exigem ajustes; reavaliar porções previne problemas de saúde
Redução nos passeios, procedimentos de castração, envelhecimento e mudanças no ambiente familiar alteram o gasto calórico dos pets. A veterinária Mayara Andrade explica que fazer ajustes frequentes ajuda a manter os músculos fortes, proteger as articulações e garantir uma boa digestão dos amigos de quatro patas. Além disso, a chegada de novos animais na casa exige locais separados de refeição para evitar a disputa por comida e respeitar as necessidades individuais.
Fatores que alteram a dieta dos pets
O nível de exercício de um cão pode diminuir por limitações da idade, períodos de recuperação ou mudanças na rotina familiar. Quando a quantidade de comida oferecida é mantida sem ser adequada ao gasto de energia, ocorre o excesso de calorias e o consequente ganho de peso.
Em animais que vivem em apartamentos ou dentro de casa, é essencial controlar a ingestão energética e garantir o consumo correto de água. Nos gatos, o consumo de água e o enriquecimento ambiental evitam o estresse e protegem o trato urinário.
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Castração e envelhecimento exigem nova rotina
A castração reduz a necessidade energética do organismo e pode aumentar o apetite do pet. Para conter o peso, a especialista esclarece que “nem todo pet castrado precisa trocar de alimento, mas a quantidade ou a estratégia alimentar pode precisar de ajustes”, sendo indicado adotar uma rotina com calorias reduzidas.
O envelhecimento causa a perda natural de massa muscular, redução na digestibilidade e alterações na mobilidade. Nessa etapa, a dieta pode focar em nutrientes de alta digestibilidade e ingredientes que ajudem a preservar a estrutura muscular e a saúde das articulações.
Mudanças
A chegada de outro bichinho na casa exige a separação dos comedouros e bebedouros para evitar brigas.
Já animais com sensibilidades ou enfermidades crônicas podem necessitar de rações complementares para ajudar no tratamento, por períodos específicos ou ao longo de toda a vida.
Alterações no peso, no pelo, na disposição, no apetite e no funcionamento do intestino indicam que a rotina deve ser avaliada.
A veterinária reforça que a consulta profissional deve anteceder qualquer alteração caseira, pois “o veterinário consegue avaliar esse conjunto e indicar a estratégia alimentar mais adequada”.