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DIPLOMACIA

Lula viaja para os EUA para reunião com Donald Trump em Washington

Encontro nos EUA vem sendo negociado desde janeiro e deve focar em pauta econômica e segurança

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Lula e Trump estão de lados opostos do espectro político mundial
Lula e Trump estão de lados opostos do espectro político mundial | Foto: — Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos com o objetivo de consolidar a reaproximação diplomática entre Brasília e Washington. O ponto central da agenda é um encontro bilateral com o presidente Donald Trump, marcado para a próxima quinta-feira (7), na Casa Branca.

A viagem é vista como um passo estratégico para estabilizar a relação entre os dois países, após um período de incertezas e negociações que se intensificaram desde o início do ano.

Para garantir o sucesso da visita, uma equipe precursora da presidência viaja antecipadamente nesta terça-feira (5) para organizar os detalhes da estadia e os protocolos de segurança. A pauta do encontro entre Lula e Trump deverá ser dominada por temas econômicos, com destaque para as discussões sobre tarifas comerciais e as sanções que impactam autoridades brasileiras.

Além disso, a segurança regional e o papel do Brasil como interlocutor em crises da América Latina, como a situação na Venezuela, devem voltar à mesa de debates.

Este novo encontro presencial ocorre após uma reunião considerada bem-sucedida entre os dois líderes na Malásia, em outubro de 2025, quando ambos sinalizaram a disposição de construir uma agenda comum, apesar das divergências ideológicas.

Naquela ocasião, Lula descreveu a conversa como surpreendente e positiva, enquanto Trump elogiou o vigor do brasileiro. A visita desta semana cumpre a promessa de retribuição feita pelos mandatários, reforçando o pragmatismo da diplomacia brasileira frente ao cenário político norte-americano.

LADOS OPOSTOS

Lula e Trump estão de lados opostos do espectro político mundial. O brasileiro costuma fazer diversas críticas ao americano e, no ano passado, adotou um discurso de defesa da soberania nacional depois de os Estados Unidos imporem um tarifaço contra produtos brasileiros.

Trump, à época, relacionou as tarifas ao processo contra Jair Bolsonaro (PL) –meses depois, o ex-presidente seria condenado a 27 anos e três meses de prisão em decorrência da trama golpista.

Nos últimos meses, porém, o americano não criticou Lula. Na última vez em que foi questionado sobre o brasileiro, afirmou que gostava dele e que adoraria recebê-lo na Casa Branca.

O governo brasileiro fez movimentos diplomáticos para reverter o tarifaço, e conseguiu derrubar as taxas de diversos produtos. Em setembro do ano passado, Lula e Trump tiveram um primeiro encontro: conversaram rapidamente em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU.

Aliados de Lula avaliavam que a reunião com Trump não seria realizada caso não acontecesse até o fim de junho. O motivo seria a eleição deste ano, quando Lula tentará um novo mandato à frente do Planalto.

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