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Transplantes batem recorde no Brasil, mas recusa de famílias persiste

Lista de espera por um órgão continua crescendo e chegou a 73.877 pacientes em dezembro de 2025

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Lista de espera por um órgão continua crescendo e chegou a 73.877 pacientes em dezembro de 2025
Lista de espera por um órgão continua crescendo e chegou a 73.877 pacientes em dezembro de 2025 | Foto: Divulgação

O Brasil registrou em 2025 o maior número de doadores de órgãos efetivos de sua história, com 4.335 pessoas tendo transplantado ao menos um órgão, o equivalente a 20,3 por milhão de população (pmp). Os dados são do Registro Brasileiro de Transplantes e foram publicados nessa quarta-feira (6) pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos).

O número de notificações de potenciais doadores também atingiu novo recorde, com 15.940 notificações.

O rim continua sendo o órgão mais transplantado no país. Em 2025, foram 6.697 cirurgias, marca inédita, com crescimento de 5,9% em relação a 2024. Os transplantes de fígado também atingiram recorde, com 2.573 procedimentos, alta de 4,8% ante o ano anterior. Em ambos os casos o aumento foi puxado pelos transplantes com doador morto.

"No caso do transplante renal, esse crescimento superou o aumento da taxa de doadores efetivos, sugerindo melhor aproveitamento dos rins disponíveis no país", aponta o relatório.

Apesar dos avanços, os altos índices de recusa familiar e as disparidades regionais permanecem como dificuldades centrais. A redução do número de doadores pediátricos também preocupa a ABTO.

A recusa familiar é o principal entrave à efetivação das doações —as famílias de potenciais doadores recusaram a doação em 45% dos casos. A contraindicação médica respondeu por 19% das perdas.

Segundo a ABTO, esses obstáculos devem ser enfrentados pelo "aprimoramento do acolhimento familiar e da flexibilização dos critérios de aceitação dos doadores limítrofes pelas equipes mais experientes".

A lista de espera continua crescendo. Em dezembro de 2025 havia 73.877 pacientes ativos aguardando um órgão, alta de 12% em relação ao registrado em 2024. Ao longo do ano, 4.102 pessoas morreram enquanto aguardavam um órgão, aumento de 9% em relação às mortes registradas em 2024.

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